Domingo, 26 de Maio de 2019
primeira lista

Comitê divulga lista com nomes de oito detentos mortos em rebelião

Entre os presos estavam condenados por estupro e homicídios; um deles já havia sido transferido para presídio federal por correr risco de morte na cadeia



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Errailson, Rafael, Kuka e Kiko estavam entre os mortos no Compaj (Foto: Arquivo AC)
03/01/2017 às 22:03

O Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema de Segurança Pública do Amazonas divulgou, na noite desta terça-feira (3), os nomes de oito dos 60 detentos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) durante as rebeliões dos últimos dias.

De acordo com o Instituto Médico Legal, 39 corpos já foram identificados, sendo 36 de mortos no Compaj e  três da  UPP. Entre os mortos está Errailson Ramos de Miranda, preso em 2009 acusado pelo estupro e morte de uma criança de quatro anos, no Parque Solimões. A pequena Maria Eduarda Feitosa dos Santos morava com os pais na rua Praia de Itaíba e teve uma morte cruel: foi sufocada e golpeada várias vezes com uma faca na região do tórax e pescoço, quase sendo degolada. Errailson também já tinha passagens na polícia por três homicídios e tráfico de drogas. 

Artur Gomes Peres Júnior, o “Kuka”, também foi um dos detentos assassinados. Ele respondeu a processos por estupro, assalto e tráfico de drogas. Ele chegou a ser transferido para um presídio federal, em 2008, mas estava no Compaj. Na época, ele foi transferido justamente por conta de ameaças de ser assassinado na cadeia.

Francisco Pereira Pessoa Filho, o “Kiko”, foi preso em 2009 por furto e em 2011 por estupro. No crime de estupro, a vítima foi Luane de Brito Machado, de quase 15 anos, que acabou morta com 16 facadas. Porém, “Kiko” foi absolvido do crime de homicídio. A vítima, segundo as investigações, foi assassinada por outro homem, que também participou do estupro.

Outro condenado por estupro e aliciamento era Raijean Encarnação Medeiros, que tinha 33 anos. 

Rafael Moreira da Silva, preso por matar um caseiro em abril de 2014, também foi assassinado na chacina. Ele foi condenado por um crime cometido na comunidade Ismael Aziz, na BR-174, mesma rodovia onde fica o presídio em que foi executado..

Magaiver Vieira Rodrigues, outro que foi morto no Compaj, tinha 21 anos. Ele foi preso por tráfico em 2013,  depois libertado e voltou a ser preso em novembro de 2015.

Dheick da Silva Castro, outro assassinado, estava preso por homicídio doloso.

Lucas Alves de Souza foi outro detento executado na rebelião.

Liberação dos corpos

Segundo Jefferson Mendes, diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica, os nomes dos mortos serão divulgados na medida que forem identificados e entregues às famílias. "Vamos primeiramente informar as famílias, que são as mais interessadas, e após isso vamos divulgar", disse. 

Até o momento, os peritos do IML usaram dois métodos de identificação dos corpos: através de impressão digital e por meio da arcada dentária. Exames de DNA ainda não foram necessários, segundo Jefferson Mendes. "A equipe do DNA já está trabalhando no processamento dessas amostras, mas é um exame que pode demorar três a quatro dias ou semanas e meses. Depende do estado do corpo", disse.


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