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Manaus
JOSÉ BONIFÁCIO

Comunidade na Zona Norte cobra continuidade de asfaltamento em ruas

Moradores do bairro Colônia Santo Antônio dizem conviver com a insegurança prometem fechar rua por conta de interrupção de obra. Prefeitura informou que encaminhou demanda para coordenação de obras 27/10/2016 às 10:56
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Rua sem asfalto cria problemas para motoristas e crianças (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Moradores da rua Piquiá na comunidade José Bonifácio, Colônia Santo Antônio, Zona Norte, prometem fechar nesta semana a avenida Torquato Tapajós, caso a prefeitura de Manaus não dê continuidade ao procedimento de implantação do asfalto dentro das vias da comunidade.

Conforme os denunciantes, desde o início do mês, funcionários da prefeitura iniciaram a quebradeira das calçadas para iniciar a obra e, na última semana, os funcionários só compareceram para retirar as máquinas. De acordo com os moradores eles não explicaram à comunidade se dariam continuidade ao serviço e, até ontem, seguiam sem resposta.

Os moradores chegaram a questioná-los, mas os funcionários afirmaram que só estavam a cumprir ordens de superiores, mas não sabiam quando o serviço iria dar continuidade. “Foi uma luta para a comunidade ser vista em qualquer atividade da prefeitura, pois sempre fomos esquecidos. Se hoje temos luz ou água, foi por conta de ligações clandestinas realizadas pelos próprios moradores. Sempre solicitamos, mas nunca fomos atendidos e desta vez quando pensávamos que tínhamos conseguido algo, simplesmente os funcionários deixam a via cheia de buracos e vão embora” disse o autônomo, Claudino Vieira, 29.

Com aproximação do período de chuva, os moradores afirmam estarem preocupados com a proporção em que se encontram as vias da comunidade, pois após drenagem as ruas ficaram esburacadas. “Estamos preocupados é com possíveis alagamentos, tínhamos construído as calçadas como meio de prevenção e até hoje nunca havia alagado nenhuma casa, mas agora ficou tudo no barro, se chover é possível que fiquemos ilhados, pois não vamos ter nem como sair de casa”, explicou o autônomo.

Claudino contou que cada morador doou um pedaço do terreno para colaborar com o aumento da largura da via. Estes se desfizeram das calçadas, garagens e até dos espaços de diversão da comunidade para aumentar o tamanho das principais vias da comunidade. Morador a 34 anos da rua Piquiá, o técnico de informática, Michael Cruz, 34, conviveu todo esse tempo com péssimas condições de saneamento básico, falta de abastecimento de energia e água.

Moradores convivem com a insegurança

O técnico de informática, Michael Cruz, 34, continua a conviver com a insegurança, pois assim como os demais moradores da comunidade José Bonifácio, Colônia Santo Antônio, Zona Norte, na casa onde mora com a esposa e dois filhos, todas as ligações de energia e água são clandestinas. “Sempre entrei em contato com a concessionária para regular a nossa situação, mas nunca tivemos retorno. A comunidade é muito tranquila para morar, porém temos esses problemas de infraestrutura. Espero que antes de morrer possa presenciar a melhoria que sempre sonhei, pois hoje desejo a melhoria aos meus filhos. Sei a ligação clandestina, principalmente de luz é arriscado e fico com meu coração nas mãos em viver nesta condição”, disse.

Serviços no local

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que esteve atuando nas ruas 5, 6, 7, União, Penetração e Piquiá da Comunidade José Bonifácio. No caso da Piquiá, a secretaria informou que a via era em solo natural e a equipe de terraplanagem executou os trabalhos de competência seguido da imprimação, que são os serviços que antecedem o asfalto. Sobre a continuação das atividades, a Seminf comentou que está encaminhando a demanda para o coordenador de obras que atende o local.

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