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Condutores de micro-ônibus são alvos de reclamações dos passageiros da ZL, em Manaus

Com processo de licitação suspenso desde abril, motoristas dos micro-ônibus continuam desrespeitando as leis e 'bagunçando' o trânsito na cidade 15/12/2014 às 10:52
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Pressa para pegar passageiro faz com que os condutores cometam irregularidades
Luana Carvalho Manaus (AM)

Enquanto o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE) analisa o processo de licitação para os serviços de transporte alternativo e executivo, suspenso desde abril deste ano, os motoristas dos micro-ônibus continuam desrespeitando as leis e “bagunçando” o trânsito na cidade, principalmente na Zona Leste.

A Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) informou que o órgão respondeu a todos os questionamentos e corrigiu as falhas encontradas no certame no dia 11 de abril, três dias depois do TCE ter suspendido a licitação por medida cautelar. O documento levantou questionamentos sobre os critérios de julgamento da proposta técnica estabelecidos no edital da concorrência pública n.º 001/2014-CEL/SMTU.

“Eu não posso responder pelo TCE, não é da minha atribuição. Mas na época nós respondemos as questões levantadas e continuamos aguardando a deliberação da licitação. Para nós é muito importante fazer esse certame, mas temos que aguardar”, declarou o diretor da SMTU, Pedro Carvalho.

O jornal A CRÍTICA solicitou informações ao TCE sobre o andamento do processo e previsão para início da nova licitação. No entanto, a assessoria de comunicação do órgão informou apenas que o “processo está em análise com a assessoria do conselheiro Julio Pinheiro”.

Questionados novamente sobre a previsão de conclusão da análise, o órgão não se manifestou.

Imprudência

Enquanto isso, o desrespeito às leis de trânsito são constantes nas principais avenidas de Manaus. Sem fiscalização, os motoristas dos micro-ônibus seguem parando em lugares proibidos, dirigindo em alta velocidade e fazendo ultrapassagens perigosas.

A vendedora Jaciane Souza, 28, precisa pegar um ônibus executivo todos os dias para trabalhar. “Os ônibus convencionais demoram muito. Se eu esperar posso acabar chegando atrasada no trabalho. Mas não concordo com a atitude de alguns motoristas”, revelou.

Do outro lado, estão os outros motoristas e pedestres, que se sentem ameaçados com a direção perigosa. “Eles só faltam jogar o micro-ônibus pra cima da gente. O veículo se torna uma verdadeira arma na mão de alguns desses motoristas”, reclamou a aposentada Denize Vieira, 50.

Já a estudante Samila Queiroz, 17, escapou de ser atropelada. “O sinal fechou, eu estava na faixa aguardando e um alternativo ultrapassou”, contou.

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