Domingo, 19 de Maio de 2019
POSSE

Confirmando favoritismo, Wilker Barreto é reeleito presidente da Câmara de Manaus

A escolha foi oficializada em sessão ocorrida na noite deste domingo (1º), no plenário da Casa, após a cerimônia de posse do prefeito Artur Neto



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(Foto: Márcio Silva)
01/01/2017 às 22:05

Confirmando o favoritismo das últimas semanas de trabalho legislativo de 2016, Wilker Barreto (PHS) foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A escolha foi oficializada em uma sessão ocorrida na noite deste domingo (1º), no plenário da Casa, após a cerimônia de posse de Artur Neto (PSDB), que reconduzido à chefia do Executivo local no Teatro Amazonas.

A permanência do situacionista Wilker, que disputou o cargo com Chico Preto (PMN) e Joana d'Arc (PR), confirma o poderio do tucano e sua base aliada na Casa. No total, 38 dos 41 parlamentares municipais votaram no político do PHS, que só não contou com os votos de Chico e Joana, que apostaram em suas próprias candidaturas, e de William Abreu (PMN), que votou em Chico. 

Além de Wilker, a nova Mesa Diretora eleita na CMM inclui Felipe Souza (PTN) na 1ª vice-presidência, Reizo Castelo Branco (PTB) na 2ª vice-presidência, Fred Mota (PR) na 3ª vice-presidência, bem como o Missionário André (PTC), Isaac Tayah (PSDC) e Carlos Portta (PSB) como 1º, 2º e 3º secretários, respectivamente. A lista é fechada com Ewerton Assis (PPL) e Diego Afonso (PDT) sendo eleitos, respectivamente, ouvidor e corregedor da Casa e Glória Carrate sendo reeleita secretária-geral.

Wilker foi eleito com esmagadores 38 dos 41 parlamentares - a despeito da controvérsia levantada por Chico, que chegou a pedir questão de ordem no plenário pedindo que o princípio da proporcionalidade partidária, que dita que siglas que tiveram mais vereadores eleitos façam parte de Mesa, fosse atendido na eleição interna. Marcelo Serafim (PSB) que, junto com Elias Emanuel (PSDB), atuou como escrutinador do pleito, afirmou que, como a eleição se dá por cargos, e não por chapas, o pedido não era cabido, o que foi atendido pelo presidente do pleito, Professor Gideão (PMDB).

Joana afirmou que, apesar de não haver eleição por chapa, havia acordos que valiam como chapas. "Tirando a disputa da presidência, que vai ter três candidatos, os demais já estão fechados", disse. Chico também tocou neste ponto. “O regimento interno não disse que uma Mesa Diretora pode ser decidida em torno de um bacalhau. Isso está noticiado, é fácil ver isso. Foi feito um grande acordo desrespeitando a proporcionalidade. Vamos ver se o que os jornais noticiaram vai ser configurado aqui”, atirou.

Wilker, de sua parte, rebateu Chico, dizendo que o princípio trazido à tona limitaria muito a eleição. "Nós temos 26 partidos e, pelo que foi proposto, só três partidos poderiam disputar a presidência: PTN, PHS e PR, porque elegeram quatro vereadores".

Com a chapa eleita, Chico reafirmou sua prévia manifestação de que pediria a impugnação da chapa na Justiça. "Vamos colher provas, tais como a ata e a gravação da reunião que decidiu esse chapa, para munir um instrumento legal contra essa decisão, provavelmente um mandado de segurança", declarou. Ele conta com o apoio de Joana e William, que se abstiveram de votar em todos os cargos da Mesa Diretora exceto presidente. 


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