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Confronto armado entre invasores e seguranças de terreno tiram a paz de moradores

Moradores do loteamento Bom Pastor, localizado na Colônia Santo Antônio, Zona Norte, afirmam que todos os dias presenciam um verdadeiro campo de guerra 15/11/2014 às 11:11
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Quem mora ma imvasão alega que é diariamente agredido pelos seguranças que tomam conta do terreno
perla soares ---

É tenso o clima em uma invasão de um terreno particular localizado ao lado do loteamento Bom Pastor, na Colônia Santo Antônio, Zona Norte. Os moradores da redondeza afirmam que a invasão existe há duas semanas e que todos os dias, a qualquer hora, ouvem tiros de arma de fogo, pessoas correndo e muitos fogos de artifícios, transformando o local num verdadeiro campo de guerra entre os invasores e os seguranças do terreno.

Mais de 40 famílias estão ocupando o local. Os moradores, oriundos das redondezas e até da área em frente ao terreno, dizem que estão vivendo em pânico com o que possa acontecer. Eles relatam que quando aconteceu a ocupação, a área não apresentava nenhuma demarcação. Na opinião da doméstica Vanessa Guimarães Lima, 59, a terra estava desocupada, abandonada, um verdadeiro matagal.

As pessoas chegaram e, segundo ela, limparam para tentar invadir, mas os seguranças estão dispostos a impedir que os invasores tomem conta do local a qualquer preço. “Eles (invasores) sabem que todas as vezes que construírem barracos, eles (seguranças) vão entrar com tratores para derrubar tudo, aí começa a briga, com tiros e violência. É um verdadeiro campo minado.  Lamento pelos nossos filhos, que estão estudando na escola aqui próximo e precisam todos os dias passar no meio dessa ‘guerra’”, declarou Vanessa.

‘Fogo cruzado’

A dona de casa Isabel de Oliveira Curió, 42, disse que os seguranças são contratados pela dona do terreno, conhecida por “Silmara Lins” e não estão para brincadeira. “Eles (seguranças) ficam atrás dos muros de concreto e os invasores correm para atrás das  nossas  casas para se esconder. Os seguranças atiram de um lado e os invasores do outro lado e a gente fica aqui no meio do fogo cruzado, é muito  triste, às vezes choro  de medo. A  única coisa que  posso fazer é rezar”,  relatou a moradora, nervosa.

Outra moradora que evita sair de casa é Rosana Amélia Tavares, 40. Ela tem medo de ser atingida por uma bala perdida ou mesmo um foguete, como os fogos que são usados nos confrontos. “Os seguranças atacaram na quarta-feira, quando todos estavam dormindo. De casa, eu ouvia os gritos. Era tiro de revólver, fogos de artifício, trator passando. Ficou uma marca de bala na parede do meu quarto, por isso estou vendendo a minha casa e não sei para onde vou, a única coisa que sei é que não quero mais ficar aqui”.

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