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Manaus
Sonho natalino

Conheça a história da 'Cidade de Natal', espaço em Manaus que nasceu a partir de um presépio

A Cidade de Natal começou como um pequeno presépio dentro do meu próprio quarto do professor e Mestre em Folclore, José Nogueira 18/12/2016 às 15:00
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Cidade de Natal fica localizada no Beco Rosário, 47, em São Raimundo, Zona Oeste, e é um espaço natalino aberto à visitação pública gratuita de 19h às 20h30, diariamente ( Fotos: Euzivaldo Queiroz)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A tradição de montar presépios e enfeitar as residências é uma das mais belas tradições dessa época. Mas o professor e pesquisador José Gomes Nogueira, 68, foi além, ao criar, em sua casa, no Beco Rosário, 47, em São Raimundo, Zona Oeste, a “Cidade de Natal!”, um espaço natalino aberto à visitação pública gratuita de 19h às 20h30, diariamente.

A abertura acontece sempre em 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição, e a exposição se estende até 8 de janeiro com dois presépios, uma cidade retratada em miniatura, um Papai Noel gigante, jogos de luzes, músicas natalinas, exibição de CDs natalinos, oratório dedicado a anjos e paredes do teto e laterais pintadas com motivos sacros, a la Capela Sistina de Roma, na Itália. E a Cidade continua em obras até o dia de Natal.

É dificil entrar na casa e não se emocionar com o clima de Natal que ela evoca em nós há quase 20 anos. A Cidade de Natal começou como um pequeno presépio dentro do meu próprio quarto do professor, no andar de cima da casa. Mais tarde esse presépio foi ganhando mais personagens e uma árvore.

“Isso foi crescendo, e quando eu comecei a trabalhar com um projeto escolar da Terceira Idade, os membros dessa atividade me falaram para que eu descesse o presépio para que o pessoal não precisasse subir mais escadas. Não desci, pois tinha medo que as pessoas quebrassem a decoração. Mas, em 1997, minha mãe, de 79 anos de idade, teve que fazer uma cirurgia de vesícula de urgência. Disse para Jesus que se ele salvasse a minha mãe eu desceria a cidade para o andar de baixo, pra sala e pro hall. A mamãe fez a cirurgia e ficou bem. E surgiu a Cidade de Natal”, conta ele.

Mestre em Folclore, José Nogueira destaca que a inspiração para gostar de presépios surgiu principalmente na infância. “Meu pai me levava, entre 1955 e 1956, para assistir ao grandioso presépio que ficava montado na praça da Matriz, próximo onde está localizado hoje o Banco do Brasil, e que era confeccionado pelo renomado artista plástico Branco e Silva. Era grandioso, se movimentava todo. Alguns anos depois eu passei a admirar o presépio que o meu primo já-falecido Arnaldo Costa fazia na rua Boa Sorte, na Matinha”, relembra o folclórico e natalino professor Nogueira.

No dia 22 haverá um evento especial com a participação de corais no horário de visitação da Cidade de Natal.

A celebração de Natal do amazonense se reflete nas suas mais diferentes formas, espaços e singularidades. Dentro ou fora das casas ou estabelecimentos, mas sempre com coração aberto para a festa que marca o nascimento de Jesus Cristo.

Frase

Natal pra mim é uma época onde as pessoas ficam mais sensibilizadas; é paz, tranquilidade, harmonia, esperança e misericórdia”

José Gomes Nogueira, professor, mestre em Folclore e criador da Cidade de Natal

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