Domingo, 21 de Abril de 2019
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História de Manaus

Conheça locais históricos que mudaram de nome em Manaus com o passar dos anos

A maioria deles tem significados curiosos, outros supõe-se explicações, mas todos são cercados de elementos que fazem parte da história da capital amazonense do qual nem todos conhecem


27/08/2017 às 07:41

Talvez você não tenha percebido, caro leitor, mas Manaus é cercada de locais que, antes, tinham outras denominações e que, com o passar do tempo, foram caindo no esquecimento e mudando definitivamente sua nomenclatura. A maioria deles tem significados curiosos, outros supõe-se explicações, mas todos são cercados de elementos que fazem parte da história de Manaus do qual poucos conhecem. Mas bem que poderiam conhecer! A CRÍTICA inicia hoje uma série, que prosseguirá pelos próximos domingos, relembrando alguns desses locais.

Um deles é o Seringal Mirim, localizado entre a avenida Djalma Batista (antiga Cláudio Mesquita) e a rua João Alfredo, local onde foram plantadas, pelo comendador Cláudio Mesquita, centenas de mudas de seringueiras, servindo como Campo Experimental e Escola de Seringueiros.

“No local era nítida a presença da cultura afro-brasileira, onde se comemorava os dias de Santo Antonio, São Benedito e São João, além da área de batuque, no Terreiro Santa Bárbara (existente até hoje) comandado por Maria Estrela e depois por Dona Joana Papagaio, e o Bumbá Mina de Ouro, em frente a Praça da Liberdade”, comentou o professor amazonense Almir Barros Carlos, pedagogo pós-graduado em Gestão Escolar e que está elaborando um documentário sobre os lugares em Manaus, que tiveram suas denominações esquecidas ou modificadas (que ele chama de arcaização) e um livro intitulado “A Manaus que eu vi e vivi”, onde relembra a outrora “Manaus Sorriso”, que deve ser publicado dentro de um mês.

Curva da morte

Antigamente, o cruzamento em frente ao tradicional Bar do Carvalho, na esquina da rua Ipixuna com a avenida Castelo Branco, era conhecida morbidamente como “Curva da Morte”. O motivo era óbvio: pelos diversos acidentes com mortes ocorridos no local. No mínimo, um nome sinistro e que deve ter incomodado muita gente.

Campo da linha circular

Sem nada de bizarro era o Campo da Linha Circular, assim conhecido o saudoso Parque Amazonense, em razão de uma linha de bonde chamada de “Linha Circular”, que passava em frente ao célebre estádio, palco de um dos melhores momentos do futebol amazonense em todos os tempos.

Plano inclinado

Talvez pouca gente da atual geração saiba, mas o  bairro de Aparecida era conhecido como “Bairro dos Tocos” por existir uma linha de bondes de carga que conduzia madeira para caldeiras. A referida linha subia a rua Alexandre Amorim e, pela inclinação, o local recebeu a curiosa denominação de “Plano Inclinado”.

Boca do Emboca

Essa vai para os moradores de Santa Luzia, um dos primeiros bairros da Zona Sul e da cidade, ao lado de Educandos: “Boca do Emboca” foi o primeiro nome do Beco que depois passou a ser chamado com o nome da santa dos olhos. A denominação vem de uma vasta área localizada no Igarapé do Pancada, hoje Igarapé do 40. Ali existia uma bela cachoeira, que foi retirada pela prefeitura para dar condição de navegação pelo Igarapé. Como se localizava na entrada do bairro, ficou conhecida como Boca do Emboca.

Buraco do Pinto

Localizado na rua Ramos Ferreira, estendendo-se até a rua Major Gabriel (hoje Prosamim), o Buraco do Pinto recebeu esta denominação em face de um antigo morador chamado Pinto. Antes, as pessoas, quando se referiam ao local, falavam: “Lá naquele buraco, onde mora o seu Pinto!” Aí ficou conhecido como “Buraco do Pinto”.
Ficou curioso e quer saber mais desses curiosos locais? No próximo domingo tem mais aqui no caderno de Cidades de A CRÍTICA!

'Manaus é a cidade do já teve, já foi, não tem mais'

Apaixonado  pela Manaus antiga e suas particularidades, o professor Almir Barros Carlos gosta de falar que a cidade atual não tem mais nada a ver com a que ele conheceu nos tempos de outrora. Ele cita, inclusive, que não se sente em Manaus. “Não tem mais nada a ver com a cidade dos anos 1960 e 1970. Até falam que Manaus é a cidade do ‘já teve’, ‘já foi’ ‘não tem mais’.

Antes que o chamem de saudosista, ele diz que isso é peculiar a todas as pessoas românticas, e verdadeiramente muitos lugares de Manaus entraram em um processo de “arcaização”, deixando ser ser denominadas pelos seus nomes de origem. “O progresso foi chegando, chegando,e foi se entrando nesse processo, que é muito natural não só aqui como em diversas cidades do País”, analisa o pedagogo com pós-Graduação em Gestão Escolar, e doutorando em Psicologia Social pela Universidade John Fritzgerard Kennedy de Buenos Aires.

Recordações de infância

O pedagogo Almir Barros recorda, da infância, locais como o “Campo Grande”, entre as ruas Comendador Clementino e Japurá, onde funcionou por muitos anos o conhecido e tradicional Restaurante Canto da Alvorada, de propriedade de Álvaro Neves, e o Parque Amazonense.

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