Domingo, 26 de Janeiro de 2020
Manaus

Conjunto João Bosco, Zona Centro-Sul, se articula para voltar a ser condomínio fechado

A preocupação de quem mora na área é com a segurança local. Moradores e comerciantes reclamam da ameaça diária de assaltantes



1.jpg O conjunto está dividido em duas etapas. Na segunda etapa, os moradores já elegeram um síndico
08/01/2015 às 22:19

Moradores do conjunto Senador João Bosco, situado no bairro Flores, Zona Centro-Sul, estão se articulando para que parte do local volte a funcionar como um condomínio fechado. Assembleias são realizadas e alguns residentes dos apartamentos pagam mensalmente R$ 100. A preocupação de quem mora na área é com a segurança local.

Na primeira etapa do conjunto, outros moradores e comerciantes reclamam da ameaça diária de assaltantes. O conjunto está dividido em duas etapas. Os últimos 18 blocos, do bloco de número 13 ate o 30, os moradores já elegeram um síndico. Luiz Botelho, 64, organiza as reuniões. 



“Está sendo feito um estudo sobre as mudanças e dependemos de receita. Tudo por conta da segurança. Estamos nos organizando para contratar uma empresa para prestar o serviço de segurança dos nossos blocos”, disse Botelho, que mora no local desde 1989 e se articula junto à Prefeitura de Manaus.

A ponte que o morador menciona é a que está localizada no meio da avenida Dom Jackson Damasceno Rodrigues, uma via principal ao lado dos blocos, que foi aberta há anos e se tornou uma avenida pública. 

Assaltos

Na primeira etapa, as reclamações sobre a segurança são parecidas. Alan Alves, 37, tem uma lanchonete no local e, em 25 anos de atuação no conjunto, disse ter visto a ameaça de assaltos aumentarem depois que o conjunto foi aberto. “Perdi as contas de quantas vezes os nossos clientes já foram assaltados”, disse Alves, ao mencionar que 50% das alimentações são encomendadas e entregues nas casas dos clientes. 

A aposentada Maria Tavares, 45, disse ter se sentido ameaçada no último dia 25 de dezembro. “Em pleno Natal, um homem ficou à espreita na janela”, afirmou Tavares que reside há bastante tempo no conjunto. 

Denúncias

O comandante da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), capitão Moisés Maciel, informou que é importante a população denunciar as situações à polícia para que tomem conhecimento. “Estou há pouco tempo na área, mas no tempo que estou aqui, não recebemos acionamentos sobre assaltos no conjunto”, informou o capitão da Polícia Militar. Os moradores podem acionar os policiais através do 190.


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