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Conjunto João Bosco, Zona Centro-Sul, se articula para voltar a ser condomínio fechado

A preocupação de quem mora na área é com a segurança local. Moradores e comerciantes reclamam da ameaça diária de assaltantes 08/01/2015 às 22:19
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O conjunto está dividido em duas etapas. Na segunda etapa, os moradores já elegeram um síndico
Girlene Medeiros Manaus (AM)

Moradores do conjunto Senador João Bosco, situado no bairro Flores, Zona Centro-Sul, estão se articulando para que parte do local volte a funcionar como um condomínio fechado. Assembleias são realizadas e alguns residentes dos apartamentos pagam mensalmente R$ 100. A preocupação de quem mora na área é com a segurança local.

Na primeira etapa do conjunto, outros moradores e comerciantes reclamam da ameaça diária de assaltantes. O conjunto está dividido em duas etapas. Os últimos 18 blocos, do bloco de número 13 ate o 30, os moradores já elegeram um síndico. Luiz Botelho, 64, organiza as reuniões. 

“Está sendo feito um estudo sobre as mudanças e dependemos de receita. Tudo por conta da segurança. Estamos nos organizando para contratar uma empresa para prestar o serviço de segurança dos nossos blocos”, disse Botelho, que mora no local desde 1989 e se articula junto à Prefeitura de Manaus.

A ponte que o morador menciona é a que está localizada no meio da avenida Dom Jackson Damasceno Rodrigues, uma via principal ao lado dos blocos, que foi aberta há anos e se tornou uma avenida pública. 

Assaltos

Na primeira etapa, as reclamações sobre a segurança são parecidas. Alan Alves, 37, tem uma lanchonete no local e, em 25 anos de atuação no conjunto, disse ter visto a ameaça de assaltos aumentarem depois que o conjunto foi aberto. “Perdi as contas de quantas vezes os nossos clientes já foram assaltados”, disse Alves, ao mencionar que 50% das alimentações são encomendadas e entregues nas casas dos clientes. 

A aposentada Maria Tavares, 45, disse ter se sentido ameaçada no último dia 25 de dezembro. “Em pleno Natal, um homem ficou à espreita na janela”, afirmou Tavares que reside há bastante tempo no conjunto. 

Denúncias

O comandante da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), capitão Moisés Maciel, informou que é importante a população denunciar as situações à polícia para que tomem conhecimento. “Estou há pouco tempo na área, mas no tempo que estou aqui, não recebemos acionamentos sobre assaltos no conjunto”, informou o capitão da Polícia Militar. Os moradores podem acionar os policiais através do 190.

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