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Manaus
insegurança

Conjunto Manoa sofre com assaltos constantes; viatura da área está quebrada

Comerciantes afirmam que a polícia é chamada e o policial responsável pela área diz que não pode fazer nada porque a viatura está quebrada 07/04/2016 às 11:59
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Em menos de 15 dias a Kibombom Variedades foi assaltada duas vezes (Fotos: Winnetou Almeida)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Comerciantes da rua Professor Manoel Belém, conjunto Manoa, Zona Norte de Manaus, estão assustados com os assalto que vêm acontecendo no local. Os criminosos estão chegando a pé, de motocicleta e de carro. Eles invadem os estabelecimentos comerciais, intimidam e humilham as vítimas e depois fogem. Os comerciantes afirmam que a polícia é chamada e o policial responsável pela área diz que não pode fazer nada porque a viatura está quebrada.

Na última segunda-feira, por volta das 11h,  dois homens assaltaram a confeitaria Panorte. Eles entraram no local como se fossem clientes, em seguida anunciaram o assalto. Funcionários e clientes foram obrigados a ficar onde estavam e sob ameaça de morte foram obrigados a entregar os seus pertences e dinheiro, aproximadamente R$ 7 mil.

No dia seguinte, os proprietários da confeitaria decidiram deixar de vender o almoço e passaram fechar as portas por volta das 11h30 e reabrir às 14h. Funcionários estavam amedrontados e evitam falar sobre a ação dos ladrões, temendo represálias.

Ousadia e violência

A loja de variedades Kibombom, também na rua Professor Manoel Belém, foi assalta duas vezes em menos de 15 dias. O diretor do estabelecimento pediu para não ter o nome divulgado. De acordo com ele,  nenhum equipamento como alarme e câmeras de segurança inibe a ação dos ladrões. O proprietário afirmou que os bandidos chegaram e mandaram todos do estabelecimento ir para o chão. Pisam nos clientes e funcionários, chutam, pegam o que querem e vão embora. 

Na segunda-feira passada,  o assalto aconteceu por volta das 17h. Dois homens chegaram de motocicleta, entraram e anunciaram o assalto. Mandaram que todos deitassem no chão, recolheram o dinheiro e foram embora. O assalto durou cinco minutos. A Polícia Militar foi chamada e só chegou 40 minutos depois.

O diretor disse que para dificultar a ação dos criminosos a direção decidiu colocar grades nas portas e atender pelas grades. Ele disse ainda que os assaltos frequentes tem causado problemas sérios para os servidores que a cada ocorrência, alguns passam mal, ficam emocionalmente abalados e têm que ficar em casa.

Para os funcionários da loja, os dois assaltos foram praticados pelos mesmos criminosos, que continuam em liberdade.

Viaturas quebradas são trocadas

O secretário adjunto de operações, Orlando Amaral, acredita que a falta de policiamento por conta de viaturas quebradas não é bem como disseram os comerciantes.  De acordo com ele, as viaturas quebram, mas que há um procedimento de substituição. “Acho que o problema de viatura não é o caso. Na gestão do secretário Sérgio Fontes foram adquiridas 700 viaturas”, disse Amaral.

De acordo com o secretário, o policiamento ostensivo, que é feito pela Polícia Militar, não é um dos melhores, mas é bom, tem o empenho do secretário em colocar nas ruas policiais civis e que está atento e buscando o empenho de todos.  O trabalho preventivo fica a cargo da Polícia Militar com repressivo e preventivo.

Ações específicas para evitar roubos

O secretário Orlando Amaral disse que há um trabalho específico para os crimes de roubo. Se não consegue evitar um roubo, mas será investigado e os autores serão presos. As respostas serão dadas.

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