Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
INSEGURANÇA

Conselheiros tutelares relatam agressão sofrida durante trabalho, em Manaus

Por volta das 16h, dois conselheiros foram acionados por um supermercado no bairro Vieiralves, onde denunciavam um caso de negligência envolvendo algumas crianças. De acordo com a denúncia, pais estariam obrigando quatro filhos a pedir dinheiro dos clientes do estabelecimento comercial



marcelo.JPG Marcelo afirma que não era a primeira vez que as equipes de conselheiros realizaram a abordagem da família, tendo inclusive as crianças, ficado em abrigo por um determinado período de tempo (Foto: Winnetou Almeida)
25/05/2016 às 22:47

Os conselheiros tutelares Marcelo Medeiros de Castro e Ana Beatriz Fernandes Silva, responsáveis por coordenar a zona Centro-Sul de Manaus, relataram que foram vítimas de agressões durante o exercício de suas atividades na tarde desta quarta-feira (25).

Marcelo conta que, por volta das 16h, eles foram acionados por um supermercado no bairro Vieiralves, onde denunciavam um caso de negligência envolvendo algumas crianças. De acordo com a denúncia, pais estariam obrigando quatro filhos a pedir dinheiro dos clientes do estabelecimento comercial.

"Quando chegamos com o carro do Conselho, o casal viu e correu, com três crianças, deixando uma para trás. Então a peguei e colocamos dentro do carro e chamamos os pais para conversar. Foi aí que o pai começou a ficar agressivo e tentou levar a criança”, explica.

Ao tentar impedir a atitude do conselheiro, o agressor puxou uma faca da cintura e tentou golpeá-lo. Marcelo diz que conseguiu se esquivar das agressões. Então, o homem voltou e agrediu com socos, a conselheira Ana Bratriz. Após o ato, a família denunciada fugiu.

Marcelo e Ana Beatriz foram até o 22º Distrito Integrado de Polícia e registraram um Boletim de Ocorrência. No B.O Marcelo identifica o agressor Carpegiane Bezerra da Costa, como autor da ação, e relata também que ele possui uma tatuagem com o desenho de palhaço no braço esquerdo.

Para a reportagem, Marcelo afirma que não era a primeira vez que as equipes de conselheiros realizaram a abordagem da família, tendo inclusive as crianças, ficado em abrigo por um determinado período de tempo.

"Vivemos uma situação arriscada, entramos em vielas, bocadas, tentando tirar crianças em risco em áreas de drogas, queríamos que o poder público olhasse”, reivindica.

 

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