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Construção do 1º Prosamim encontra-se entre a tranquilidade e o perigo em Manaus

Localizado no Centro, o local possui mais de 900 unidades habitacionais, ruas pavimentadas, iluminação pública, redes de esgoto e de água encanada 13/05/2013 às 07:50
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Apesar de estar ‘cravado’ no Centro, o movimento nas ruas do parque é tranquilo
Olívia de Almeida ---

Fundado em 2007, o Parque Residencial Manaus, localizado entre as ruas Tarumã e Ipixuna, no Centro, foi o primeiro do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). O local possui mais de 900 unidades habitacionais, ruas pavimentadas, iluminação pública, redes de esgoto e de água encanada. E de lá para cá muita coisa mudou, entretanto os moradores que ali residem dividem opiniões quanto aos seus gargalos. Enquanto alguns reclamam da falta de segurança, outros apontam que o local se tornou um lugar mais seguro para se morar.

Para Lucildes Madoval, 88, uma das primeiras moradoras do local, essa tranquilidade foi conquistada após a implantação do Ronda no Bairro. “Antes eram comuns assaltos, pontos de drogas, brigas, mas agora é muito difícil disso acontecer”.

E por conta dessa calmaria, criou-se um novo hábito, que dificilmente era visto antigamente, o de colocar cadeiras na calçada e bater papo com os vizinhos e familiares. “Antes não tinha como fazer isso por conta da falta de estrutura e a violência”, disse dona Lucildes.

Outro ponto positivo apontado pelos moradores é o espaço para as crianças brincarem. “Antes, em meio a palafitas e tábuas era perigoso, mas agora há um espaço só para elas e, com isso, muitos pais não precisam mais saír daqui para seus filhos se divertirem”, destacou o presidente da Associação dos Moradores (Ampare), Everaldo Ribeiro Brito, responsável pela quadra 3, área situada entre as ruas Ramos Ferreira e Ipixuna.

Lado ruim

Já alguns moradores, que pediram para não ter o nome revelado, contam que o tráfico ainda toma conta do local. “Aqui continua sendo uma área vermelha sim, ainda mais à noite. Muitos policiais sabem e não fazem nada, há alguns até que vêm buscar propina com os próprios traficantes”, revela um morador.

Para Maria de Socorro Braga, 85, também uma das primeiras moradoras, os problemas vividos por ela são outros. “Não temos linha telefônica aqui”, apontou.

Além disso, outra reivindicação é a falta de carteiros para entregar a correspondência nos apartamentos. De acordo com a dona Maria, as cartas são deixadas na casa do antigo presidente da comunidade, que acaba desempenhando o papel de carteiro e repassando aos blocos.

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