Sábado, 20 de Julho de 2019
Cesta básica

Consumidor de Manaus está pagando a terceira cesta básica mais cara do Brasil

A pesquisa do Dieese divulgada na terça-feira(06) constatou que o manauara continua pagando caro para adquirir os 13 produtos da cesta básica



1.jpg Pesquisa apontou que Manaus possui a terceira cesta básica mais cara
07/08/2013 às 08:05

A cesta básica voltou a apresentar redução em Manaus no mês de julho. Apesar de R$ 5,77 mais barata, a cesta na capital amazonense ainda é a terceira mais cara do País. Nos números divulgados nessa terça-feira(06) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta básica local é de R$ 310,52.

Todas as 18 capitais onde o Dieese realiza seus levantamentos apresentaram redução. Este cenário não acontecia desde 2007. Manaus obteve o quinto maior índice de queda na comparação ao mês anterior: -1,82%.

O tomate foi o produto que mais diminuiu de preço na capital amazonense (-6,16%). A carne, que havia apresentado leve alta em junho, apresentou redução de 2,04%. Em contrapartida, o arroz subiu 3,40%. 

No comparativo com o mesmo período do ano passado, a cesta está 11,27% mais cara. Na média dos últimos doze meses, a cesta básica de Manaus encareceu 6,98%. Para conseguir comprar os 13 itens listados pelo Dieese na cesta básica, um cidadão precisou trabalhar, em média, 100 horas e 46 minutos em Manaus.

A cesta básica manauara do mês de julho é a segunda menor do ano na capital do Amazonas, ficando atrás somente da de janeiro, que custava R$ 301,73. Nesta época, Manaus possuia a sexta cesta mais alta do Brasil.

Os números, porém, dispararam. Impulsionada pelo reajuste na alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pela subida de itens como tomate, banana e farinha, a cesta em Manaus chegou a custar R$ 339,64 no mês de abril, dando a cidade a segunda cesta mais cara do Brasil.  No mês seguinte, houve um alívio. Um recuo significativo de R$ 16,66, fez Manaus voltar à terceira posição no ranking das mais caras do país.

Tendência

Para o economista Erivaldo Lopes, a cesta básica manauara está tentando voltar à normalidade. Ele ainda vê chances de novas reduções acontecerem. “Ainda me assusto bastante com estes valores atuais. A cesta básica está cara não somente em Manaus, mas em todo o Brasil. Isto são consequências do efeito inflacionário no país”, explicou Erivaldo. Para ele, além das novas safras de alguns itens, o reajuste na alíquota de ICMS sobre os itens da cesta precisa ser definido para que os números recuem incisivamente “Um quilo de feijão à R$ 9 não é normal. A tendência é ele diminuir com as novas safras e o aumento da oferta, assim como está acontecendo com o tomate. Se o incentivo na alíquota do ICMS retornar, as coisas melhoram”, defendeu Erivaldo.

O Dieese também estipulou o salário mínimo “ideal” para atender às necessidades básicas do brasileiro. O valor deveria ser de R$2.750, algo que está quatro vezes mais alto do realidade atual.

Aguardando para entrar na pauta

Desde que o Governo do Estado decidiu retirar a isenção do ICMS sobre os itens da cesta básica, uma série de discussões vem sendo realizadas. A Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) formou uma comissão para formatar uma nova proposta de alíquota. O deputado Marcelo Ramos (PSB), apresentou o projeto “cesta básica Popular”, que atualmente aguarda para entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele criticou, principalmente a postura da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) com o assunto. “A Sefaz tem tido uma grande má vontade com este assunto. O consumidor está sendo sacrificado. O Estado está sendo um ‘Robin Hood’ às avessas”, disparou.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.