Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
BALANÇO

Coronavírus pode afetar setores do PIM, diz presidente do Cieam

A declaração foi dada durante a reunião do Codam onde foi discutida a aprovação de uma pauta que relaciona 37 projetos industriais estimados em R$ 782 milhões, com geração de 1.005 mil vagas no mercado de trabalho, no período de até três anos.



JUNIO_LIMA_7B8A7C54-B41F-4472-B63B-F98157EC8A54.jpeg Foto: Junio Matos
19/02/2020 às 14:33

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, afirmou que o Covid-19, conhecido como Coronavírus, pode trazer impactos em setores de produção como o de eletroeletrônicos e duas rodas. Segundo o presidente, a região da China, onde o vírus foi identificado, é responsável pelo fornecimento de grande parte dos insumos ao Polo Industrial de Manaus (PIM).

A declaração foi dada durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), nesta quarta-feira (19), onde foi discutida a aprovação de uma pauta que relaciona 37 projetos industriais estimados em R$ 782 milhões, com geração de 1.005 mil vagas no mercado de trabalho, no período de até três anos.



A reunião ocorreu na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), na Avenida Joaquim Nabuco, nº 1.919, bairro Centro, Zona Sul de Manaus. Wilson Périco afirmou que o fornecimento de insumos pela China abastece o mundo inteiro e representa 52% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Existe o risco de desabastecimento mundial, o que pode afetar o Polo Industrial, no setor de eletroeletrônicos que têm mais demandas de insumos e o setor de duas rodas. Estamos acompanhando as medidas que podem ser tomadas para que nós possamos prever uma recuperação causada pelo impacto da falta desses componentes", disse o presidente do Cieam.

Foto: Junio Matos

O economista Marcus Evangelista, porém, falou que os setores de produção ainda não foram impactados diretamente pelo coronavírus porque as fábricas do PIM possuem os estoques com os insumos, e ainda há uma remessa em curso para o abastecimento das empresas.

"Na terceira remessa é que poderemos ter o impacto de algum componente. Por enquanto, não temos nenhuma sinalização de prejuízo na montagem dos produtos, em função de falta de componentes", disse o economista.

A diretora da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, afirmou que até o momento não há casos confirmados de coronavírus, no Amazonas e ao redor do Brasil, mas é necessário que a população fique em alerta com os sintomas.

Rosemary falou, também, sobre a criação de um Plano de Contingência contra o coronavírus, pelo Governo do Estado do Amazonas. De acordo com a diretora, o plano foi realizado em conjunto com o Ministério da Saúde (MS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), a FVS e conta com campanhas de conscientização.

Foto: Junio Matos

"Foi criado um grupo interinstitucional que é composto por representantes de todas as áreas de saúde que atuam na região, que conjuntamente, elaboraram esse Plano de Contingência. Precisamos lembrar que, embora a gente tenha uma grande preocupação com coronavírus, temos que nos preocupar com o vírus que já estão circulando como Influeza A e Influenza B", disse a diretora.

Sobre os projetos

Do total de 37 projetos submetidos à análise técnica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Inovação (Sedecti), 28 são de bens finais e nove para a produção de componentes.

Os destaques são os projetos da Tec Toy para a fabricação de telefone celular combinado ou não com outras tecnologias, com investimentos de R$ 107 milhões e mão de obra de 151 pessoas.

A Magnum da Amazônia pretende aplicar R$ 57 milhões para produzir relógios Smartwatch, e a Boardtec do Brasil espera autorização para fabricar componentes com recursos de R$ 31 milhões.

Foto: Junio Matos

Balanço

O último encontro do Codam aconteceu em dezembro de 2019, totalizando seis reuniões, nas quais foram aprovados 197 projetos industriais que somaram recursos na faixa de R$ 5.705 bilhões. A previsão é de abertura de 7.522 vagas no mercado de trabalho a partir da implantação dos projetos, um período estimado em até três anos.

Uma tendência detectada no Codam, no ano passado, foram os projetos para novos segmentos promissores da indústria, como a produção de equipamentos e sistemas para energia fotovoltaica, e o de veículos elétricos (e-mobility), bicicletas, patinete e motonetas.

Outros destaques foram os projetos voltados às cidades do interior, como Manacapuru, Tefé e Iranduba, para a produção de açúcar mascavo, ração, sorvete de açaí e beneficiamento de castanha, que somaram cerca de R$ 11 milhões.


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