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Manaus
JUSTIÇA

Coronel da PM Felipe Arce é condenado por homicídio tetra-qualificado ocorrido em 2004

2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus determinou 33 anos, oito meses e nove dias de prisão com início imediato 01/08/2017 às 23:42 - Atualizado em 02/08/2017 às 01:37
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Felipe Arce também foi condenado por ocultação de cadáver, corrupção passiva, receptação dolosa e colaboração com o tráfico de entorpecentes (Foto: Arquivo AC)
Tiago Melo Manaus (AM)

O coronel da Polícia Militar do Estado do Amazonas, Felipe Arce Rio Branco, foi condenado a 33 anos, oito meses e nove dias de prisão, na noite desta terça-feira (1º), pelo homicídio tetra-qualificado de Santos Clidevar Lima, ocorrido no ano de 2004. A pena foi aplicada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. 

Felipe Arce e seu "braço direito", Ivan Cheley Castro e Costa, também foram condenados por ocultação de cadáver, corrupção passiva, receptação dolosa e colaboração com o tráfico de entorpecentes. 

Segundo o promotor de Justiça Edinaldo Aquino Medeiros, o coronel também perde o direito ao passaporte, à aposentadoria, ao carro e outros bens. “A defesa, que foi rejeitada por unanimidade, alegava que o coronel não estava no local na hora do crime. Contudo, tínhamos provas e seis fortes testemunhas que comprovavam a presença dele na hora do incidente”, disse o promotor.

Edinaldo Medeiros ressaltou que o Ministério Público pede que Felipe Arce comece a cumprir a pena de imediato. “A defesa já se manifestou dizendo que vai apelar. Ele poderá recorrer, mas deverá fazer isso já cumprindo a pena”, concluiu o promotor. 

Entenda o caso 

O julgamento é um desdobramento dos fatos ocorridos entre 2004, ano da morte do ex-policial Santos Clidevar, e 2005, quando se deu início à “Operação Centurião”. Na época, Arce era um dos homens fortes da Polícia Militar e comandava a Divisão de Inteligência da corporação. 

“O Santos sabia dos esquemas do Arce, o que atrapalharia os planos de um traficante poderoso da época, o Ezequiel. Quando o Ezequiel foi preso pela Polícia Federal e interrogado ele revelou várias ações de corrupção dentro da polícia. Inclusive admitiu que havia pago R$ 12 mil ao coronel Arce, que tinha um grupo de extermínio, para eliminar o Santos em 2004. Isso tudo foi apenas descoberto em 2005 durante a Operação Centurião”, explicou o promotor.

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