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Manaus
Acidente no Porto Chibatão

Corpo de Bombeiros descarta possibilidade de operador ser encontrado com vida

As buscas pelo operador de empilhadeira, Valdeci Pantoja, que caiu dentro do rio ao realizar uma manobra no píer do Porto Chibatão, serão retomadas na manhã do dia 21 de julho e compreenderá, além da área onde a vítima teria caído, a Ilha de Marapatá e o Encontro das Águas 20/07/2016 às 18:36 - Atualizado em 20/07/2016 às 19:08
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Essa não é a primeira vez que ocorre um acidente da mesma natureza no Porto Chibatão / Foto: Arquivo AC
Rafael Seixas Manaus (AM)

A equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas realizou nesta quarta-feira (20), o realinhamento dos parâmetros de buscas do operador de empilhadeira, Valdeci Pantoja, que caiu no último dia 13 de julho, dentro do rio ao realizar uma manobra no píer do Porto Chibatão, no bairro Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus. Além das buscas continuarem no local onde a vítima teria caído, o perímetro foi aumentado para as proximidades da Ilha de Marapatá e o Encontro das Águas.

As buscas serão retomadas amanhã (dia 21), às 8h, após a troca dos turnos de serviço.  “A partir de amanhã será definido a quantidade de dias de buscas”, adiantou o assessor de imprensa do batalhão, soldado Denis Ferreira.

“Trabalhamos com a hipótese de ter submergido. Não há possibilidade dele ser encontrado com vida. Até mesmo pela quantidade de dias que se seguiram, se tivesse sobrevivido, nós já teríamos alguma notícia”, complementou.


Na foto, o operador de empilhadeira Valdeci Pantoja / Foto: Arquivo da família 

Em nota, o Corpo de Bombeiros acrescentou que foram realizados todos os procedimentos dentro dos parâmetros de segurança aos mergulhadores e prestado todo o apoio e atenção à família da vítima.

Relembre o caso

A equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros foi acionada, na manhã do dia 13 de julho, para atender uma ocorrência no Porto Chibatão. De acordo com informações repassadas à corporação, dois homens caíram na água, um retornou e outro se encontra desaparecido.

Segundo um funcionário do porto, que não quis se identificar, os gerentes da empresa estão obrigando os colaboradores a trabalhar, mesmo tendo ocorrido o acidente.

“Foi um operador de empilhadeira que caiu no rio ao fazer uma manobra. No píer, não há proteção nenhuma. Os mergulhadores já estão aqui, mas ainda não o encontram. Os gerentes estão nos obrigando a trabalhar, mesmo com o acidente. Como fica o nosso psicológico?”, indagou, complementado que a vítima era conhecida apenas como Val.

Apoio e apuração

Em nota, o Grupo Chibatão informou que, imediatamente após o acidente, acionou o Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes para tratativas cabíveis. A empresa dará assistência social à família do desaparecido e está apurando as causas do acidente.

“Com 35 anos de atuação no Amazonas, o Grupo Chibatão destaca que respeita integralmente os princípios de segurança, meio ambiente e saúde. É importante ressaltar que o grupo ainda está apurando as causas do acidente e que a equipe da assistência social da empresa acompanha a família do funcionário”.

A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental informou que, assim que tomou conhecimento do ocorrido, direcionou uma equipe de Inspetores Navais para apurar o fato e prestar o apoio necessário nas buscas do operador.

Outros casos

Essa não é a primeira vez que ocorre algum tipo de acidente no Porto Chibatão. Em dezembro de 2015, durante uma operação de descarga de um navio mercante, dois módulos flutuantes afundaram no rio.

Em maio do mesmo ano, também durante uma operação de carga e descarga, um trabalhador portuário, identificado como Vivaldo Araújo, morreu ao cair acidentalmente no rio.

No ano de 2010, dois trabalhadores morreram no desabamento de uma área de, aproximadamente, 300 metros do Porto Chibatão. Na época, o incidente também deixou pelos 50 carretas e 50 contêineres desaparecidos entre os entulhos.

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