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Corpo de Bombeiros encontra corpos de homens desaparecidos no rio Negro com sinais de tortura

Após dois dias de buscas, o Corpo de Bombeiros localizou próximo ao município de Novo Airão os corpos de José Luiz de Souza, com sinais de perfurações, e de Marcos Campina Lima, esquartejado da cintura para baixo 22/12/2014 às 19:31
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Polícia acredita que Marco e José Luiz foram assassinados
Náferson Cruz ---

Desaparecidos deste sábado (20), os corpos de José Luiz de Souza, 51, e Antônio Marcos Campina Lima, 23, foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros boiando no rio Negro, na região da comunidade do Ariaú, próximo ao município de Novo Airão. O primeiro com sinais de perfurações. Já o corpo de  Antônio Marcos foi esquartejado da cintura para baixo.

Segundo os  moradores da comunidade do Ariaú, os corpos foram avistados boiando por volta de 12h45,  numa área conhecida por “suvaco de cobra”, próximo a uma pequena embarcação de nome “Canarinho”, de propriedade de Antônio Marcos. Ele e José Luiz atuavam na comercialização de bebidas,  gelo e combustível, nas comunidades próximas de Santa Maria, onde moravam.

As buscas tiveram início na noite de sábado. Continuou no dia seguinte (domingo), mas sem êxito. As operações  foram retomadas nas primeiras horas da manhã de segunda.

De acordo com familiares das vítimas, a embarcação foi encontrada na manhã de sábado, mas não havia ninguém na embarcação. Entretanto, as manchas de sangue encontrada no interior do barco chamou atenção dos familiares que acionaram a polícia.

Segundo informações preliminares de peritos do Instituto Médico Legal (IML),  o crime pode ter  ocorrido na manhã de sábado pelo estado de decomposição que corpo se encontrava.

Lucenildo Souza, 25, filho de uma das vítimas, disse que o pai José Luiz, pode ter sido executado no interior da embarcação em decorrência dos sinais de perfuração na cabeça e das manchas de sangue encontradas no barco. “Acho que ele chegou a lutar com os criminosos, pois havia sangue em vários pontos do barco e a mercadoria que seria comercializada estava toda espalhada pelo barco”, contou.


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