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Manaus
Corpo liberado

Corpo de ' Frankzinho' é liberado para sepultamento

Ainda não se sabe dia e local do enterro.  A família aguarda autorização para a emissão do registro de óbito tardio 17/06/2013 às 10:03
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Partes de ' Frankzinho' foram encontradas boiando no rio Negro, dentro de uma mala de viagem na qual também estava parte do corpo de Antônio Carlos Uchoa, o ' Tonga'
Joana Queiroz Manaus

O corpo do traficante Frank Oliveira da Silva, o “Frankzinho do 40”,  já está liberado para  que a família faça o seu sepultamento. A liberação aconteceu nesse fim de semana, feita pela direção do Instituto Médico-Legal (IML), onde encontrava-se  desde o dia 27 de maio quando foi  recolhido por policiais do Corpo de Bombeiros  boiando no rio Negro, esquartejado e dentro de uma mala de viagem.

Segundo o diretor do IML, o médico legista Raimundo Sérgio Machado, até esse domingo o corpo do traficante ainda não tinha sido retirado porque os familiares ainda estão aguardando a autorização do juiz da vara de Registro Público e Precatória para a emissão do registro de óbito tardio,  já que a morte aconteceu há mais de 15 dias, para poder fazer o sepultamento.

A informação de família de “Frankzinho”  é que  devido à situação em o corpo dele foi encontrado, em adiantado estado de putrefação, não será possível realizar o velório.  O traficante deverá ser  levado direto do IML para o cemitério, onde será sepultado. O  local do sepultamento não foi revelado, assim como o dia em que vai acontecer.

O diretor do IML informou que o corpo de “Frankzinho” foi submetido a vários exames como de necropsia, antropológico e de DNA e só então, quando ficou legalmente comprovado de que se tratava mesmo do corpo de “Frankzinho”, é que foi liberado para a família. Já o outro corpo identificado, preliminarmente, como sendo de Antônio Carlos Costa Uchoa, o “Tonga”, que desapareceu  com o traficante, ainda permanece no IML sendo examinado.

No domingo(16) a delegada Débora Mafra, da Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros (DEHS), que está presidindo o inquérito, disse que ainda não recebeu nenhum laudo das mortes de Tonga e de “Frankzinho”. Ela disse que está analisando as imagens das câmeras do sistema semi-aberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj),  localizado no Km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), onde  as vítimas estavam presas e de onde foram levadas  para a morte.

A delegada disse que desde que o inquérito foi instaurado já ouviu alguns familiares das duas vítimas e que a maioria delas não colaborou muito com as investigações. Para a delegada, apesar da complexidade do caso não está difícil chegar à autoria do crime.

Polícia suspeitava de fuga

O traficante Frank Oliveira da Silva, o “Frankzinho do 40”,  e Antônio Carlos da Costa Uchoa, o “Tonga”, desapareceram  por volta das 11h do dia 24 de maio, das dependências do Compaj. Inicialmente, a polícia suspeitou que eles tivessem fugido da prisão ou  sido assassinados dentro da unidade e os corpos enterrados no terreno do presídio.

A mulher de “Frankzinho”, identificada apenas como “Val”, não acreditou que o marido tivesse fugido.  Ela disse que chegou a falar com ele nas primeiras horas do dia em que ele desapareceu. “Meu marido jamais fugiria sem antes me avisar”, disse Val.

A certeza de que “Frankzinho” e “Tonga” estavam mortos veio três dias depois, quando o corpo do traficante foi encontrado em uma mala onde também estava a cabeça de “Tonga”, cujo corpo foi encontrado no dia seguinte, nas mesmas circunstâncias, dentro de uma mala boiando no rio.


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