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Corpo de turista que morreu na colisão entre as lanchas vai para Londres

Restos mortais de Gillian Metcalf serão transladados para Grã-Bretanha nesta sexta-feira (13) 12/09/2013 às 08:14
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Cônsul da Grã-Bretanha, Vincent Brown explicou que feriados e o fim de semana dificultaram a liberação do corpo
Florêncio Mesquita ---

O translado do corpo da turista inglesa Gillian Metcalf, 54, para a Grã-Bretanha foi confirmado para esta sexta-feira (13). A turista morreu na última quinta-feira (5), na colisão entre as lanchas Clissia 6 e Dona Shirley, no rio Negro, próximo ao porto da Ceasa, na Zona Leste.

Há uma semana em Manaus, o corpo de Gillian deixará a cidade em um voo durante o dia para São Paulo. Mas somente entre 22h e 23h, horário de partida dos dois voos para Inglaterra, o corpo seguirá viagem final para a terra natal dela.

São pelo menos 12 horas de viagem até o aeroporto de Londres onde o corpo de Gillian será recebido por legistas ingleses para posteriormente ser liberado para a família.

Segundo o cônsul da Grã-Bretanha, em Manaus, Vincent Brown, o corpo passará por uma necropsia adicional que segue o procedimento padrão daquele País. O corpo de Gillian passou apenas uma hora no Instituto Médico Legal (IML), logo depois da constatação da morte. O laudo concluiu que ela teve traumatismo craniano. Contudo, Vicente Brown, esclarece que não se trata de desconfiança do trabalho realizado pelos peritos manauenses, mas de procedimento padrão para a entrada de corpos na Inglaterra.

“A funerária responsável pelo processo vai levar o corpo ao aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes. A necropsia adicional na Inglaterra é necessária para a repatriação do corpo. Tudo isso depende muito das autoridades da Inglaterra. O laudo feito aqui acompanha o corpo. Ele vai traduzido para o inglês e a perícia de lá aceita ou não. Isso é feito em vários países do mundo porque tem necropsias que são duvidosas, mesmo não sendo o caso de Manaus, e geralmente há uma análise complementar realizada pelo legista da Inglaterra para confirmar o conclusão dos legistas do Brasil”, explicou.

O cônsul explicou que a demora no translado não foi intencional de nenhum dos órgãos envolvidos e que ocorreu em função dos feriados e do final de semana. “Tem muita documentação a ser resolvida até repatriar o corpo. Casa órgão tem um tempo diferente, mas o que acabou estendendo o prazo foram os feriados e o final de semana. Teve o empenho de órgãos para acelerar o processo, mas hoje (quarta-feira 11) é o quarto dia útil que tivemos para cuidar dos procedimentos. Ao chegar a Inglaterra tem outros procedimentos legais que devem ser obedecidos igualmente. Tem que sair legalizado do Brasil e a parte administrativa não é feita de um dia para o outro”, explicou.

Gillian estava de férias no Brasil acompanhada do marido e duas filhas, que retornaram para a Inglaterra no domingo.

Inquérito

A investigação que deve apontar o responsável pelo acidente e morte de Gillian Metcalf será concluída em 90 dias conforme estimativa da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), responsável pela investigação.

Testemunhas

A CFAOC continua ouvindo testemunhas, mas até o fechamento desta edição não informou quantas foram ouvidas além do condutor da lancha “Dona Shirley”, Jailson Pereira de Jesus e um tripulante, o representante do hotel de selva Juma Amazon Lodge, e também o marido e duas filhas de Gillian.

Fiscalização

A morte da turista também deverá causar uma maior fiscalização das embarcações que fazem a travessia do rio Negro.


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