Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
PREOCUPAÇÃO

Cota do rio Negro está a 7 cm da marca que permite o decreto de situação de emergência

Defesa Civil de Manaus coloca 15 bairros na lista dos que podem ser mais afetados pela subida das águas



RIO-NEGRO_DC2AC23B-09BD-452E-9DFD-1037363D186A.JPG Foto: Antônio Lima
31/05/2019 às 21:13

A sete centímetros de bater a cota máxima de cheia do Rio Negro que é de 29 metros, Manaus poderá decretar situação de emergência nos próximos dias. Para as próximas duas semanas, o Rio Negro deverá atingir a média de 29,18 metros podendo chegar à máxima de 29,33.

As informações foram passadas ontem pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) durante a apresentação do terceiro e último alerta de cheia deste ano, na sede do órgão. “A Defesa Civil de Manaus vem trabalhando desde o começo de janeiro na primeira fase que foram os levantamentos e as visitas nas áreas. Após o primeiro alerta, a gente iniciou fazendo as pontes provisórias e agora, com a cota de emergência, a gente já vai trabalhar na terceira fase”, destacou o secretário executivo da Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém. Nesta sexta-feira (31), o Porto de Manaus registrou 28,93 metros. 



“Na próxima segunda-feira, quando a gente deve já estar a acima da cota de 29 metros, vamos preparar todos os dados que foram levantados nessa área e apresentar para o prefeito, que é quem vai decidir se decreta situação de emergência na cidade de Manaus”, acrescentou.

Conforme a Defesa Civil de Manaus, 15 bairros estão na lista de mais afetados pelas subidas dos rios como Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa, Puraquequara e zona rural ribeirinha.

“Segundo o levantamento da Secretaria Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) foram 2.071 famílias cadastradas nos 15 bairros, isso na grande enchente como teremos uma cheia média, esse número de bairros vai cair consequentemente o número de famílias também”, ressaltou ainda.

Durante os dois primeiros alertas divulgados pelo CPRM, o Rio Negro não ultrapassaria os 29 metros, porém em decorrência das chuvas espalhadas pelas bacias no último mês, a subida das águas foi perceptível como afirmou a gerente de hidrologia do órgão, Jussara Cury.

“A subida do rio, por exemplo, em abril estava um pouco diferente dessa de maio por que teve uma maior velocidade somente no Alto Solimões e no Peru, que se manteve nas máximas e continua chovendo e choveu em toda a bacia, isso acabou impactando na cheia do Rio Negro aqui em Manaus, então a gente teve uma subida”.

Jussara disse que para as próximas duas semanas, a tendência é que o nível ainda evolua. Porém, afirma que não chegará perto da cota da cheia histórica de 2012, quando o Rio Negro bateu os 29,97 metros.

Quanto ao nível de chuvas, o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Renato Senna reafirma que houve chuvas em excesso, mas para os próximos meses, a previsão é que esteja dentro da média.  

“As chuvas devem ocorrer dentro do previsto nos próximo dois ou três meses, mas isso não quer dizer que vai chover mais ou chover menos, na realidade, a bacia do Rio Negro e Bacia do Rio Branco, essa época é de máximo de chuva”.

Segunda fase

A segunda fase da Operação Enchente 2019 abrange aproximadamente 31 municípios do Estado do Amazonas que estão em situação de emergência e de acordo com o órgão, a ajuda humanitária deve chegar a mais de 240 mil pessoas.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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