Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
CHEIA

CPRM faz primeiro alerta de cheia e Rio Negro chega a 26,12 metros em Manaus

A previsão do órgão é que o nível do Rio Negro alcane à máxima de 29,19 metros em junho, 0,46 metros acima da cota de emergência do ano passado



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Foto: Arquivo A Crítica
29/03/2019 às 13:06

O primeiro alerta de cheia do Rio Negro foi divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) após a cota de monitoramento no Porto de Manaus apresentar 26,12 metros nesta sexta-feira (29). A previsão do órgão é que o nível do rio que banha a capital chegue à máxima de 29,19 metros em junho, ou seja, 0,46 metros acima da cota de emergência do ano passado.

De acordo com a gerente de Hidrologia do CPRM, Jussara Cury, o aumento no nível do Rio Negro é diretamente influenciado pela cheia no Rio Solimões que está em período de enchente. “Aqui nós temos uma bacia que é grande, com um comportamento que é dinâmico e que depende das chuvas e das contribuições dos outros rios. Como o Rio Negro está baixo e o Rio Solimões está alto, isso vai dar uma distribuída aqui em Manaus, mas isso não quer dizer que não vai ser uma cheia grande, vai chegar bem próximo da cota de emergência que é de 29 metros”.

Os próximos alertas para a cheia 2019 acontecem no dia 30 de abril e 31 de maio, período em que comportamento das águas será monitorado com atenção pelo órgão. Defesa Civil de Manaus e do Amazonas acompanham o quadro hidrológico e climático divulgado pelo CPRM para atuarem de forma antecipada e diminuir os impactos aos moradores destas regiões.

“A Defesa Civil de Manaus já tem seu plano de contingência. Estamos fazendo a nossa programação e nesse primeiro alerta a gente já dá o ‘start’ de levantamentos e monitoramentos, além de cadastramento de famílias nessas áreas suscetíveis para que, caso passe da cota de emergência, a gente possa desencadear essas ações para dar um apoio às famílias vulneráveis durante a cheia 2018”, afirmou o secretário Executivo de Proteção e Defesa Civil de Manaus, Cláudio dos Santos Belém.

Conforme o secretário, compõem as áreas suscetíveis à cheia 14 bairros de Manaus (Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, São Geraldo, Santo Antônio, Compensa e Puraquequara) e mais a área ribeirinha na zona rural da cidade. “Há uma programação para que nós começarmos no dia 8 de abril o levantamento das famílias já no bairro Educandos”, afirmou.

Cheia no Amazonas

A Defesa Civil do Amazonas divulgou que 13 municípios estão em situação de emergência e número de pessoas afetadas chega a 100 mil. São municípios na calha do Juruá (Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Carauari e Itamarati), na calha do Purus (Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama) e calha do Madeira (Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré e Nova Olinda do Norte).


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