Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Condomínios de classe média alta são edificados em meio a casas muito pobres
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Manaus

Crescimento de imóveis em bairro da Zona Oeste de Manaus causa impasse entre moradores

Moradores do bairro Santo Agostinho em dois anos viram cerca de dez prédios erguerem-se rapidamente. O processo de transformação geográfica, social e econômica é discutido


22/04/2013 às 10:20

A verticalização imobiliária não é um fenômeno recente na cidade de Manaus. Alguns bairros, porém, onde há pouco tempo não havia prédios de mais de três andares, começam agora a conhecer os pontos positivos e negativos do aumento no número de edifícios e condomínios fechados em sua área de extensão, que sofre hoje um processo de transformação geográfica, social e econômica.

O bairro do Santo Agostinho, localizado na Zona Oeste de Manaus, é um grande exemplo disso. Com aproximadamente 20 mil habitantes, em dois anos viu cerca de dez prédios, alguns com mais de dez andares, erguerem-se rapidamente no bairro. O mais recente foi o Weekend Club, na Rua Raimundo Castro, que liga o bairro à Ponta Negra.

Funcionário da Casa de Carne Boi Bom, no centro comercial do bairro, Jacó de Oliveira, 29, considera positivo o crescimento imobiliário na área. “Com a construção desses prédios, aumentou a oferta de emprego e valorizou mais os imóveis no bairro”, avalia Jacó, morador do Santo Agostinho desde a infância,

O auxiliar de instalações elétricas, João Batista Nunes, 74, vê a questão por um outro ângulo. “Não acredito que crescimento imobiliário é desenvolvimento. Desenvolvimento geraria justiça social, que passa sim pela questão da habitação, mas de uma forma que inclua as pessoas mais desfavorecidas. Aqui no bairro sempre tivemos grandes áreas desocupadas, onde agora estão construindo prédios. Mas a população continua vivendo há 50 anos em cima de igarapés”, critica.

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Saúde

A equipe da Unidade Básica de Saúde Dom Milton, no Santo Agostinho, promove de 15 a 26 de abril a Campanha de Vacinação Preventiva à Gripe H1N1. Neste sábado, além da UBS, outros seis pontos espalhados pelo bairro atuaram na campanha, que teve forte participação da comunidade. “A equipe já vem desenvolvendo um trabalho no bairro, o que fez com que tivéssemos uma boa resposta da comunidade”, explica a enfermeira Luana Esashika. Até sábado, mais de 250 pessoas pertencentes aos grupos de risco da doença (crianças, idosos, portadores de doenças crônicas, gestantes, etc.) já haviam sido vacinadas.

Violência diminuiu

Para os moradores do Santo Agostinho, o bairro ainda carece de problemas estruturais, como a falta de agências bancárias, áreas recreativas para as crianças e jovens e uma rede de esgoto. No entanto, com o programa Ronda no Bairro, a violência no local diminui bastante, dizem os moradores.

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