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Manaus
Cavalos

Criações de cavalos e burros é alvo de programa no bairro Tarumã

Apesar de serem criados em uma região urbana, especialistas afirmam que os animais não trazem riscos para a saúde humana e explicam os motivos 18/08/2016 às 13:45
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Cadastramento de equinos criados no Tarumã acontece hoje (Evandro Seixas)
Alik Menezes Manaus (AM)

O bairro do Tarumã, na Zona Oeste, não é mais uma área rural há alguns anos, mas muitas pessoas ainda criam animais como cavalos e burros naquela região, outrora considerara zona rural da capital amazonense. Para se ter um controle sobre esse plantel, a Agência de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal (Adaf) realiza hoje um mutirão para cadastramento desses animais.

Apesar de serem criados em uma região urbana, especialistas afirmam que os animais não trazem riscos para a saúde humana e explicam os motivos. A coordenadora de cadastro animal da Adaf, Priscila Paciullo, afirma que, mesmo os animais sendo criados em uma região onde muitas pessoas moram, os riscos de esses animais transmitirem doenças são mínimos. “Não são doenças comuns, mas é muito raro a transmissão, principalmente se esses animais estiverem bem cuidados”, disse Priscila.

As doenças as quais a coordenadora se refere são o morno e a anemia infecciosa. O morno também é conhecido como lamparão e é uma doença infecciosa que acomete os equinos. A doença também pode ser contraída por outros animais como cães, gatos, bodes e até o homem. A infecção ocorre por meio do contato do pus, urina, secreção nasal e fezes do animal doente.

A infecção equina é causada por um vírus do gênero lentivirus que, após se instalar no organismo, permanece a vida toda ativo, mesmo quando o paciente não apresenta sintomas aparentes. É uma doença aguda, mas pode apresentar fases hiperaguda, aguda e subaguda explica Priscial Paciullo. Os animais podem apresentar febre, hemorragias, anemi, inchaço no abdômen, redução ou perda de apetite.

Priscila Paciullo explicou que os casos de transmissão para humanos são muito raros, mas destacou a importância do cadastramento para que haja controle e fiscalização desses animais. “Nós vamos saber quantos animais têm naquela área, qual a finalidade e se são bem cuidados”, disse.

Controle sanitário

O coordenador do Programa Nacional de Sanidade Equídea, Paulo Cabral, explicou que o cadastro surge justamente para se ter um controle dos animais e monitorar no caso de possíveis doenças, mas assegurou que não há riscos a saúde humana. “O objetivo é controlar, monitorar e poder agir quando preciso. Porque hoje nós ainda não sabemos quantos animais existem lá”, afirmou.

Não há números precisos, mas na região do Tarumã existem vários haras de criação de equinos e locais de competição para vaquejada.

Risco de transmissão de doenças é pequeno, diz veterinária

O risco de doenças de equinos acometer a população é bem menor do que o risco de conviver com cães e gatos abandonados nas ruas da cidade. A afirmação é da veterinária Sabrina Moreira Lima, que trabalha com equinos desde 2009.

A veterinária destacou que a doença que pode ser transmitida por cavalos e que tem maior importância é o morno, porém casos dela em humanos são muito isolados.

Sabrina Lima disse que a iniciativa do governo de cadastrar os animais no Tarumã é importante, mas acredita que ações devem ocorrer também em bairros como Santa Etelvina, na Zona Norte, onde também se criam animais sem cuidados necessários. “Creio que não seja eficiente fixar somente na área do Tarumã, onde os criadores investem alto e controlam seus animais. Em outros bairros, há animais sem os cuidados necessários e sem acompanhamento veterinário. Esses, sim, oferecem mais riscos”, ponderou a veterinária.

Pontos

O mutirão acontece somente hoje, das 8h às 11h e das 14h às 17h, na sede da Associação dos Vaqueiros do Amazonas (AVAM), no ramal do Baiano II, Estrada do Tarumã. Os documentos necessários para o cadastramento são: cópia e original de posse da terra ou Cadastro Ambiental Rural (CAR), recibo de compra e venda, escritura ou título. Em caso de arrendatário ou comodatário, levar o contrato realizado entre as partes.

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