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Manaus
Boatos sobre a violência

‘Duvide de tudo que circula no WhatsApp’, avisa criador do E-Farsas

Chacina e fuga de presos em Manaus têm inflado a onda de boatos, e deixando a cidade em estado de pânico. Especialista explica como evitar mentiras 09/01/2017 às 05:00 - Atualizado em 09/01/2017 às 15:52
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Mensagens chegam a todo momento em grupos ou de forma privada.
Kelly Melo Manaus (AM)

O caos no sistema penitenciário do Amazonas - com execuções brutais e fuga em massa de presos - tem despertado um medo na população manauara nunca visto antes. Comércios estão fechando mais cedo, carros não estão parando nos sinais vermelhos à noite porque os motoristas estão com receio de assaltos e todos estão evitando ao máximo sair de casa.

Em qualquer movimentação maior de pessoas, surge o boato de arrastão, que toma grandes proporções e se espalham pelas redes sociais e aplicativos de mensagens como verdade. 

Para o analista de sistemas Gilmar Lopes, fundador do site especializado em desmentir boatos E-Farsas, que presta este serviço há mais de 10 anos, as pessoas devem duvidar de tudo que veem e leem na Internet. “Em situações como essa, é preciso ficar de olho nas informações. Quanto mais alarmista for, mas cuidado devemos ter”, disse ele.

De acordo com Gilmar Lopes, os boatos divulgados pelas redes sociais geralmente não vêm com uma data específica e muitas vezes são “ressuscitados” de outras situações que acontecem até mesmo em locais diferentes. 

Ele destacou que as informações devem ser sempre checadas em sites confiáveis. “Os áudios e vídeos compartilhados pelo Whatsapp são campeões nisso. Geralmente as pessoas não se identificam e todo mundo entra em pânico. Na dúvida, nunca compartilhe conteúdos que gerem o pânico entre a população”, ressaltou o especialista.

O corregedor-geral do Ministério Público do Amazonas, José Roque, que preside o grupo de trabalho criado nesta semana, disse que órgão se preocupa com a criação do pânico na cidade.  Segundo Roque, o MP acompanha cada passo das investigações e se preocupa em não fomentar a rede de boatos. “Os dados oficiais nos parecem satisfatórios. Mas o que precisar ser rechecado, vai ser”, explicou ele.

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