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Manaus
CIRURGIA

Criança que aguarda cirurgia no braço há cinco anos tem primeira consulta

Há cinco anos aguardando para realizar uma cirurgia no braço esquerdo na rede pública, menino recebe ajuda do Instituto de Ortopedia do AM 23/03/2016 às 10:52 - Atualizado em 23/03/2016 às 10:53
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Railson Lima encontra dificuldades de realizar algumas atividades físicas por conta do braço esquerdo estar torto (Antônio Lima)
ISABELE VALOIS MANAUS

Hoje, o estudante Railson Lima, 8, que há cinco anos convive com o braço esquerdo quebrado, deve começar uma nova “saga” em busca da cirurgia corretiva. Mas, desta vez, as expectativas são as melhores possíveis. É que, nesta quarta, ele vai se consultar com ortopedistas do Instituto de Ortopedia do Amazonas, que se sensibilizaram com o caso dele. Enquanto isso, na rede pública, a mãe do estudante, a frentista Keithy Martins, ainda não conseguiu agendar a cirurgia do filho na Fundação Hospital Adriano Jorge, naZona Sul.

O drama do estudante causou uma onda de solidariedade na capital amazonense e nas redes sociais. Desde a publicação da reportagem em A CRÍTICA, no último sábado, que relatou a dificuldade de Keithy para conseguir encontrar um ortopedista no Hospital Adriano Jorge, várias pessoas entraram em contato para ajudar no que fosse possível para que a cirurgia de Railson fosse realizada.

Entre esses atos de solidariedade estava a colaboração do Instituto de Ortopedia do Amazonas, que tem pelo menos 118 especialistas associados, e que se comprometeu a avaliar o caso de Railson, garantiu o presidente do instituto de ortopedia, Rafael Benoliel. Uma das sócias do instituto e esposa do especialista, Roberta Benoliel, contou que eles souberam do caso por meio de um cardiologista, que tinha lido a reportagem em A CRÍTICA, e encaminhou para a clínica, querendo saber o que poderia ser feito e alegando que ajudaria nas despesas. “Quando vimos que se tratava de um caso ortopédico, achei que poderíamos ajudar mais que um cardiologista e decidimos assumir o caso. Entramos em contato com a mãe da criança e amanhã (hoje) ele terá a consulta de avaliação”, disse Benoliel.

Entenda o Caso

Railson quebrou o braço esquerdo aos 3 anos e foi levado para o Hospital da Criança João Lúcio, Zona Leste, e depois encaminhado à Fundação Hospital Adriano Jorge, Zona Sul. O ortopedista que o atendeu informou que ele teria que esperar ter sete anos para fazer a cirurgia. Quando a criança completou a idade indicada pelo médico, outro ortopedista do Adriano Jorge informou que a cirurgia deveria ter sido feita na ocasião do acidente. Desde então, o caso se arrasta em meio à burocracia e remarcações.

Unidade aponta ‘indefinição’

A direção da Fundação Hospital Adriano Jorge informou que a cirurgia não foi realizada ainda por “indefinição da família”. A unidade informou ainda que entraria em contato com a família de Railson para resolver a questão.

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