Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
Manaus

Crianças de Centro Municipal do bairro Santa Etelvina sofrem com o calor em salas de aula

Problema nos aparelhos de ar condicionado do Cmei Álvares de Azevedo afeta aprendizado, denunciam pais e professores



1.jpg Com problemas nos aparelhos condicionadores de ar, o calor dentro das salas de aula do Cmei Álvares de Azevedo se torna insuportável, dificultando o aprendizado
10/12/2015 às 09:47

Com a inoperância dos aparelhos condicionadores de ar, crianças entre 4 a 5 anos de idade, alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Poeta Álvares de Azevedo, localizado no loteamento Santa Tereza, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, sofrem com o calor dentro das salas de aula. A situação se arrasta há pelo menos três meses.

Preocupados com o rendimento escolar dos filhos, os pais chegaram a cobrar um posicionamento da direção da escola, que sugeriu a eles a realização de uma “rifa”, cuja renda seria revertida na aquisição de novos aparelhos. A “proposta” não foi aceita pelos pais, que chegaram a apresentar uma contraproposta para que as crianças fossem dispensadas uma hora mais cedo, o que também não foi acatado pela direção.



Sem um consenso entre as partes e a demora por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em resolver a questão, as mais prejudicadas são as crianças que, dificilmente, conseguem se concentrar no conteúdo didático aplicado em sala aula, em razão da alta temperatura do ambiente.

Prejuízos

Segundo uma professora, que preferiu não se identificar, enquanto estão na escola, as crianças “apenas brincam”. “As salas estão sem ar condicionado e o calor é insuportável. É complicado ter um bom rendimento dentro de sala de aula quando se estuda em um ambiente desconfortável”, comentou a professora. Para quem estuda à tarde, a situação é ainda pior. “Meu filho sai com a camisa molhada de suor. Isso é um absurdo”, reclamou a mãe.

De acordo com a professora, por conta da situação, as crianças não têm vontade de ir para a escola e maior parte do planejamento escolar anual não foi aplicado. “É muito ruim eles virem para a escola desse jeito, eles ficam agoniados, não sabem se sentam ou se bebem água. Isso tudo complicou o ensino, pois a maior parte do tempo tivemos que fazer brincadeiras”, lamentou.

A reportagem tentou contato, pelo celular, com a gestora da unidade educacional, Carmem Silva, mas o aparelho estava desligado.

Apenas nos últimos dias

A Semed informou que o Cmei Poeta Álvares de Azevedo não está há três meses sem o funcionamento dos aparelhos condicionadores de ar. Mas, que de fato, o Cmei apresenta duas salas com problemas nos condicionadores, mas o conserto desses aparelhos está no cronograma de manutenção da próxima semana, quando encerra o ano letivo. Para os alunos, as aulas acabam dia 21 e, para os professores, dia 23. “Espero que isso não fique para o próximo ano”, disse a mãe de um aluno.

Reforma do prédio e contestação de valor

O Cmei Poeta Álvares de Azevedo passou por melhorias na infraestrutura por quase dois meses e foi entregue, em agosto de 2013. Em outubro do mesmo ano, o aluguel do prédio no valor de R$ 47,1 mil por ano, chegou a ser questionado por parte dos parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM).


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