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Crianças haitianas se destacam com bom desempenho nas escolas públicas de Manaus

Resultado foi obtido na Avaliação de Desempenho do Estudante (ADE), aplicada pela Semed e  que mensura o nível de aprendizagem 27/12/2014 às 09:54
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Refugiados haitianos vieram para o Brasil após o terremoto ocorrido em 2010
Redação Manaus (AM)

O trabalho no campo da diversidade e inclusão realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), para a alfabetização de crianças estrangeiras foi destaque na edição do dia 25 de dezembro no jornal impresso de circulação nacional, O Globo. Com o título ‘Reencontro: Vidas refeitas no Brasil', a matéria conta a história de alunos de nacionalidade haitiana quase cinco anos  depois de trazidos a Manaus, após o terremoto que devastou o país onde nasceram, em janeiro de 2010.

No ano letivo de 2014, as escolas da rede municipal de educação  receberam mais de 70 haitianos. Segundo a coordenadora de Diversidade da Semed, Lídia Helena Mendes, a secretaria passou a  receber as crianças estrangeiras desde o final de 2013. A reportagem de O Globo acompanhou o trabalho dos professores  na Escola Municipal Waldir Garcia, localizada no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul, que abriga o maior número deles, com 16 haitianos. O mais novo tem quatro anos e o mais velho está com  13. A matéria destaca que mesmo sem fluência no idioma falado no Brasil, as crianças têm se destacado na escola.

Um exemplo são os resultados obtidos por esses alunos na Avaliação de Desempenho do Estudante (ADE), aplicada bimestralmente pela Semed e que serve como instrumento de  mensuração do nível de aprendizagem de cada escola.

Segundo a publicação, a maioria dos haitianos refugiados no Brasil, principalmente em Manaus, são homens que deixaram para trás mulheres e filhos e seguiram para o Brasil em busca de trabalho.

A garantia do emprego é o primeiro passo para estabilidade na nova vida. Depois disso, os pais começaram a trazer para Manaus esposa e filhos.

Das oito turmas da Escola Municipal Waldir Garcia, duas delas tiveram alunos haitianos em primeiro lugar na ADE da Semed. O trabalho desenvolvido na rede pública de ensino com as crianças  chamou a atenção da reportagem de O Globo porque vai além da  alfabetização. A escola se preocupa, também, com a socialização dos alunos haitianos com professores e demais estudantes.  O trabalho também é realizado com os pais das crianças.


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