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Manaus
BUSCAVAM AVENTURA

Crianças que estavam desaparecidas voltam para casa após repercussão do caso

Três, das cinco desaparecidas, procuraram os pais após suas imagens terem sido divulgadas e duas procuraram a madrinha delas; estavam passeando de ônibus e tomando banho de rio, contaram; plano era morar na rua 15/03/2016 às 20:56
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As meninas voltaram para casa após serem reconhecidas na rua (Foto: Evandro Seixas)
Hellen Miranda Manaus (AM)

Emanuele Reges Martins, 11, Luíza Sthefany Castro Castilho, 12, e Ícaro Gustavo Alves Sá, 10,  que estavamdesaparecidos desde a manhã desta segunda-feira (14), junto com outras três crianças, voltaram para casa na tarde desta terça-feira (15) após a repercussão do desaparecimento. Eles desapareceram quando iam para a escola, na Zona Norte de Manaus.

As outras duas crianças - os irmãos João Victor Cavalcante Costa, de 10 anos, e Karolyne Cavalcante Costa, de 12 - foram levadas pela madrinha à  Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Aos pais e à polícia, Emanuele e Sthefany contaram que estavam todos juntos passeando pela cidade - andando de ônibus e tomando banho de rio. Os cinco estudam na mesma sala, do 5° ano do turno matutino da Escola Municipal João Alberto Braga, e moram próximas umas das outras no bairro Vale do Sinai, na Zona Norte.

As duas garotas disseram que foram reconhecidas e que por isso decidiram voltar para casa, explicou a delegada titular da DEPCA, Juliana Tuma. Elas prestaram esclarecimentos na DEPCA. 

Juliana Tuma contou que as duas meninas ouvidas disseram que o plano era fugir de casa. Elas disseram que sofriam pressões a apanhavam em casa. A ideia deles era morar na rua até completar 18 anos para trabalhar. Tudo foi planejado há quatro dias, informou a delegada.

Os dois irmãos foram levados à DEPCA no início da noite e relataram a mesma versão.

Entrando pela porta de trás dos ônibus, eles circularam, entre outros, pelos bairros  Redenção, Compensa, onde tomaram banho na margem do rio Negro, e Planalto.

A delegada disse que juridicamente ninguém será punido e que o Conselho Tutelar vai atuar no caso. Apesar de aparentemente estarem, mas por serem vulneráveis, todas as crianças passarão por exames de conjunção carnal e coito anal, para saber se foram abusadas sexualmente durante a fuga.

Os pais foram ouvidos pela reportagem antes da delegada se pronunciar. Eles disseram apenas que aparentemente as filhas estavam bem.

Em depoimento, eles disseram que nunca bateram nos filhos com extrema violência e que davam apenas a correção tradicional. Juliana Tuma disse acreditar na versão dos pais, uma vez que não há marcas que indiquem surras nas crianças.

Ao fim da coletiva, Juliana Tuma disse que tudo não passou de travessura de criança.

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