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Crise bate na soleira da Zona Franca de Manaus

Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) diz que tem dados que atestam isso 19/11/2013 às 07:42
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A discussão veio à tona com após a Câmara dos Deputados retirar de pauta a PEC 506-A/2010
Jornal A Crítica Manaus, AM

O Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) realiza nesta quinta-feira um debate para apontar estatísticas que demonstram o início de uma crise na Zona Franca de Manaus e entraves na articulação política para defender o modelo junto ao Congresso Nacional

A discussão veio à tona com após a Câmara dos Deputados retirar da pauta de votação, no último dia 5, a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 506-A/2010, que prorroga por mais 50 anos os benefícios fiscais da Zona Franca. Na ocasião, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), admitiu que “não havia consenso” entre os parlamentares para a aprovação da proposta.

Para o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista, a falta de argumentos técnicos de gestores do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da bancada do Amazonas contribuiu para que os deputados tivessem dúvida sobre a importância da Zona Franca para a Amazônia e para o Brasil. “Observamos que havia uma grande necessidade de se atrair holofotes com discursos políticos, mas não havia uma alegação técnica refletindo diretamente no resultado da apreciação da proposta”, disse Marcus.

Segundo ele, o objetivo do seminário é discutir a participação de um profissional habilitado para representar questões de planejamento referente à análise da PEC 506-A/2010. O debate será coordenado pelo economista Jose Laredo, eleito o Economista do Ano de 2013. Para Laredo, o maior desafio da classe dos economistas é conduzir a postos de trabalho profissionais habilitados na área de Economia para administrar questões relacionadas ao planejamento econômico e estratégico de nossa cidade e Estado. 

“Os colegas economistas que estão atuando na profissão não podem deixar de participar. Esta é a oportunidade de serem discutidas ideias e ações para ajudar o Polo Industrial de Manaus a se soerguer, além de  defendê-lo à altura. Pois o que vemos, hoje, são profissionais de outras áreas e segmentos lidando com assuntos econômicos particulares e o resultado desse trabalho pode ser prejudicial ao desenvolvimento de nossa região”, declarou Laredo.

Ele ressaltou que cabe aos profissionais da área garantir o espaço em áreas ocupadas equivocadamente por profissionais não habilitados prejudicando o andamento de diversos trabalhos na gestão de finanças públicas. 

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