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Manaus
DISCUSSÕES

Crise nacional domina debates na ALE e José Ricardo pede prisão de Temer

Deputado do PT também pediu eleições diretas para definir novo presidente. Correligionária de Temer, Alessandra Campelo defendeu investigações sobre o caso 18/05/2017 às 12:30 - Atualizado em 18/05/2017 às 13:15
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Alessandra Campelo e José Ricardo foram alguns dos que se posicionaram (Foto: Hudson Fonseca / ALEAM)
Camila Pereira Manaus (AM)

A divulgação da gravação feita pelos proprietários da empresa JBS em que mostra o presidente Michel Temer (PMDB) dando aval para uma proprina, que pagaria o silêncio do ex-presidente da Camara dos Deputados Eduardo Cunha, foi o tema de vários discursos na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). Os deputados apoiaram as investigações e chegaram a defender  eleições diretas para a escolha de um novo presidente.

Na tribuna, o deputado José Ricardo  (PT) defendeu a realização de eleições diretas e também a prisão do presidente. "Michel Temer não tem mais nenhum respaldo para estar a frente da presidência  da República. Deveria imediatamente renunciar e deveria ir imediatamente para cadeia. Espero que o Supremo tenha coragem de prender. Da mesma forma o senador Aécio Neves", afirmou ele, em referência ao senador tucano que foi flagrado também pedindo R$ 2 milhões de Joesley Cardoso, da JBS. Aécio foi afastado do cargo pelo STF.

A deputada Alessandra Campelo (PMDB), correligionária de Temer, disse que o partido ainda não se reuniu para que possa dar um posicionamento sobre o caso. "Particularmente tenho um posicionamento que deve ser o mesmo de todos do partido de que as investigações sejam feitas, concluídas  e o que estiver provado, contra qualquer detentor de cargo público tem que ser punido se provada culpa", ressaltou. 

O deputado Serafim Corrêa destacou que o País enfrenta um "momento delicado", com diversas dificuldades politicas e econômicas, que podem ser agravadas pela delação divulgada. "Existem vários caminhos para solucionar a crise: a renúncia do presidente Temer, a cassação pelo TSE, a cassação pelo próprio Congresso. No entanto, não podemos prever o que vai acontecer", disse.

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