Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
Manaus

CRM-AM absolve médicos que deixaram sequela em menino de 11 anos

Devido a um possível erro médico, após uma cirurgia para a retirada de amídalas e adenóide, a criança ficou com sequelas cerebrais graves. O julgamento foi nesta última quinta-feira (14)



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16/06/2012 às 00:32

Quase seis anos após realizarem uma cirurgia de retirada de amídalas e adenóide – que deixou sequelas cerebrais graves em uma criança -, o anestesiologista Juber Machado Gomes Filho e a otorrinolaringologista Súnia Ribeiro foram absolvidos em julgamento nesta última quinta-feira (14) pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM)

A família, não satisfeita com o resultado, levará o caso ao Conselho Federal de Medicina (CFM). Procurado pela equipe de reportagem do acritica.com, o CRM-AM não quis dar mais detalhes e nem comentar sobre o caso.



A criança, que na época tinha cinco anos, foi operada para a retirada de amídalas e adenóide. De acordo com a mãe do garoto, Janaína Santos, logo após a cirurgia o menino foi transferido em coma induzido para a UTI do hospital, segundo os médicos para proteger o cérebro do paciente.

O primeiro diagnóstico feito por um neuropediatra apontava um edema cerebral. Uma segunda opinião constatou que o menino estava com uma lesão cerebral, que deixaria o menino em estado vegetativo.

Para Darlisom Sousa, padrinho do garoto, houve negligência principalmente do anestesiologista Juber Machado. “Em consulta com especialistas, eles nos revelaram que a anestesia utilizada deveria ter sido diluída 100 vezes, para que pudesse ser aplicada”, contou.

A família vem tentando na Justiça punir os médicos por meio de ações. “A minha vida e a do meu filho pararam. Vivemos na impunidade e na falta de assistência”, desabafou a mãe.


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