Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
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Curso ensina técnicas de hacker investigativo em Manaus

A ideia, segundo o professor, é mostrar aos alunos como desenvolver táticas para evitar invasões nas redes de computadores. Os ataques de hackers se tornaram cada vez mais frequentes



hacker.JPG O curso será apenas durante o sábado, das 9h às 17h, na rua Lauro Cavalcante, no Centro (Foto: Reprodução Internet)
21/07/2017 às 07:52

O ataque cibernético que atingiu pelo menos 125 mil pessoas em 10 países, em maio deste ano, abriu precedentes para novas ameaças de ataques de hackers a qualquer momento e em qualquer lugar. Por conta disso, especialistas alertam aos usuários de computadores a se protegerem cada vez mais dos “códigos maliciosos” que trazem os ataques cibernéticos.

Esse é o objetivo do professor e perito em computação forense, Adonel Bezerra, presidente do Clube do Hacker, um site especializado em informação e tecnologia, que amanhã vai realizar uma oficina de hacker investigativo. A ideia, segundo o professor, é mostrar aos alunos como desenvolver táticas para evitar invasões nas redes de computadores.

Segundo o especialista, os ataques de hackers se tornaram cada vez mais frequentes e as consequências podem trazer prejuízos na casa dos milhões  de reais ou dólares. “Nos últimos ataques, mais de 125 mil pessoas tiveram seus dados sequestrados e muitos chegaram a pagar para tê-los de volta, mas não conseguiram resgatar senhas, dados. Por isso vamos ensinar como se defender”, explicou o professor.

O curso será apenas durante o sábado, das 9h às 17h, na rua Lauro Cavalcante, no Centro, e é voltado para qualquer pessoa que tenha o conhecimento em informática e deseje desenvolver as habilidades de hacker.

O aluno vai receber instruções e técnicas de investigação hacker para redes sociais, perícia forense computacional, dentre outras modalidades. “É uma aula prática, rápida, mas vamos mostrar como a pessoa pode se defender desses ataques e se tornar multiplicadores da segurança na web”, disse Bezerra.

Conforme o especialista, as grandes ameaças a computadores não são detectadas nem mesmo por antivírus, o que aumenta a possibilidade do sequestro de dados. “Nenhum antivírus protege 100% e qualquer site pode conter um código malicioso que sequestra dados. Mas existem maneiras de resguardar os dados do seu computador”, explicou.

“Hoje em dia, nem mesmo os cadeados que aparecem na barra de ferramentas dos sites significam que essas páginas são realmente seguras. Por isso, nós realizamos palestras e cursos no País inteiro disseminando informação sobre os níveis de segurança para computadores”, afirma Bezerra.

Crimes comuns

Recentemente, a Polícia Civil do Amazonas reestruturou as atribuições da Delegacia Interativa (DI) para que realize investigações de crimes cibernéticos no Estado.  De acordo com o delegado Gesson Aguiar, vários casos estão sendo analisados pela DI e segundo eles, os crimes online se tornaram cada vez mais comuns.

Quadrilhas

Para o especialista Adonel Bezerra, o submundo online também revela uma preocupação com a atuação de grupos criminosos, cuja autoria é mais difícil de ser identificada.

“A tendência é que os riscos aumentem cada vez mais porque essas quadrilhas estão se especializando muito e eles, muitas vezes, cometem roubos milionários. Não existe crime perfeito, mas os vestígios deles não menos visíveis”, contou.

Ataque

O maior ataque hacker foi registrado em maio deste ano quando as redes de computadores de pelo menos 100 países foram afetados. Estima-se que aproximadamente 125 mil pessoas foram afetadas.  

O “golpe” foi enviado por email, aparentemente confiável. E quando os usuários clicavam nos anexos disponibilizados, imediatamente o computador era infectado, assim como todos os computadores interligados na mesma rede. Na hora, os dados e arquivos dos usuários foram criptografados e automaticamente o acesso a eles foram perdidos.   Além disso, mensagens foram enviadas aos usuários cobrando no mínimo U$ 300 (equivalente a R$ 1 mil na época) para recuperar as informações.

Especialistas não estimaram quando pessoas chegaram a pagar para ter os seus dados de volta, mas especulou-se que os hackers embolsaram mais de um bilhão de dólares.

O primeiro a dar o sinal do ataque foi o sistema de saúde britânico. Mas o ataque atingiu desde o governo russo até um serviço de entregas de encomendas americano e universidades na China e na Indonésia. O sistema de trens na Alemanha, empresas de telecomunicações na Espanha e em Portugal também foram afetados assim como a montadora francesa Renault, que chegou a parar a produção em algumas unidades.


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