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Curta-metragem conta história real de homem na fila de espera por um transplante de fígado

Filme "Amor ao próximo" será lançado neste sábado (26), no Largo de São Sebastião, como parte da Campanha Setembro Verde  26/09/2015 às 10:00
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Jairo Freita é o segundo na fila de espera em Manaus. Ele aguarda um coador compatível que pode lhe devolver a saúde
Augusto Costa Manaus (AM)

A história do amazonense Jairo Freitas, 43, que vive o drama de um paciente que precisa de um transplante de fígado em Manaus, vai ser contado no filme “Amor ao Próximo”, que será lançado neste sábado (26), a partir das 18h30 no Largo São Sebastião, Centro. A iniciativa de produzir o curta metragem de 15 minutos faz parte da Campanha Setembro Verde de incentivo a doação de órgãos e partiu do próprio Jairo, que atualmente está em segundo lugar na fila de espera por um doador compatível.

Jairo Freitas é técnico em telecomunicações e sofre de cirrose medicamentose. Em Manaus, 96 pessoas estão esperando o transplante de fígado. Na época em que a cirurgia não era realizada no Amazonas, ele fez parte da fila de espera no Rio Grande do Sul e Ceará e há oito anos luta contra a ansiedade de esperar um doador de fígado compatível para fazer a operação que pode lhe devolver a saúde.

“Desde o ano passado começaram a ser feitos transplantes de fígado em Manaus. Até o momento, foram realizados sete transplantes e eu estou em segundo lugar na fila de espera. O filme tem o objetivo de sensibilizar as pessoas a demonstrar o seu amor ao próximo incentivando a doação de órgãos. O filme foi produzido e dirigido por mim e eu conto a minha história. Desde 2007 estou na fila de transplantes de fígado”, afirmou Freitas.

Ele disse que o principal entrave para que aconteçam mais doações de órgãos no Brasil ainda é a falta de informações, além do momento difícil da morte de um ente querido quando a família tem que decidir se vai respeitar a vontade daquela pessoa que em vida se declarou doador.

“As pessoas confundem no momento de optar  pela doação, o estado de coma quando o paciente pode recuperar a consciência e sair desta condição, com a morte cerebral onde mesmo com o funcionamento do coração e pulmões o paciente não tem mais expectativa de ser curado. É um momento difícil a perda de um ente querido, mas a doação de órgãos entre coração, pulmões, córnea e fígado, entre outros órgãos, pode mudar a vida de várias pessoas que estão esperando na fila do transplante”, enfatizou.   

O filme foi gravado na  Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD e Adriano Jorge, e contou com a participação de dez atores.

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