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Manaus
Novo ‘vilão’

Custo da cesta básica cai 0,54% em Manaus, mas preço do feijão dispara em 27,33%

Com a queda, Manaus ocupa a 19° colocação no ranking nacional. Antigos “violões” da cesta tiveram queda no preço: a banana (-10,81%), o tomate (-5,33%) e a farinha (-3,81%) 06/07/2016 às 16:02
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Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) (Foto: Raphael Alves/Arquivo A Crítica)
acritica.com Manaus (AM)

O custo da cesta básica em Manaus diminuiu 0,54% no mês de junho comparativamente ao mês anterior, ficando ao preço de R$ 384,00. Entretanto, indo no caminho contrário a essa redução, o valor do feijão disparou 27,33%, conforme pesquisa divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Com a queda do valor da cesta, Manaus passa a ocupar a 19° colocação no ranking das cestas, dentre as 27 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938. No mês anterior, maio, o conjunto de 12 itens alimentícios essenciais custava R$ 2,00 a mais, ou seja, R$ 386,08.

Além do feijão (27,33%), os produtos que tiveram subida de preço em junho foram a manteiga (10,02%), a carne bovina (0,95%), o café em pó (0,92%) e o leite (0,30%). A banana (-10,81%) foi o produto que apresentou maior queda no mês, seguido do tomate (-5,33%), da farinha (-3,81%), do açúcar (-3,39%), óleo (-2,84%), do pão (-2,05%) e do arroz (-1,04%).

Salário mínimo

Segundo o Dieese, um trabalhador que ganhou um salário mínimo em Manaus comprometeu, em junho, 47,43% de seu rendimento líquido com a aquisição dos alimentos básicos: R$ 809,60 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária. O trabalhador precisou trabalhar 96 horas para comprar a cesta básica em junho.

Já no mês de maio, de acordo com o Dieese, o trabalhador teve o comprometimento de 47,69% de seu rendimento líquido. Em maio a jornada exigida era de 96 horas e 31 minutos. Em comparação ao período de um ano anterior, em junho de 2015, a jornada exigida foi de 98 horas e 22 minutos.

Alimentação básica

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1.152,00 em junho. O valor equivale a aproximadamente 1,3 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 880,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era maior e foi de R$ 1.158,24.

Em todo o País

O feijão seguiu em alta com variações positivas em todas as capitais. As taxas verificadas para o tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, foram expressivas: variaram entre 16,48%, em Macapá, e 106,96%, em Aracaju. Em Manaus a variação em junho foi de (27,33%).

O clima influenciou na qualidade do grão e, com isso, o preço no varejo subiu desde o início do ano. A cultura do feijão também perdeu espaço para a soja e houve diminuição da área plantada. Em junho, os aumentos foram maiores e o Brasil passou a importar feijão na tentativa de suprir a demanda.

No entanto, quase nenhum outro País produz feijão carioquinha. Por fim, a safra irrigada, que começa em julho, pode começar a normalizar a oferta. Nesses seis primeiros meses do ano, acumula alta de (72,94%) na capital amazonense.

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