Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
Manaus

Custo da cesta básica em Manaus chega a R$ 352,87, alta de 4,58%

No mês anterior, o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 337,42. Há um ano, em novembro de 2014, a cesta custou R$ 311,42



1.gif Dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
09/12/2015 às 11:56

O custo da cesta básica de Manaus no mês de novembro apresentou forte alta (4,58%) no seu preço comparativamente ao mês anterior, ficando em R$ 352,87, de acordo com pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O preço da cesta básica de Manaus, composta por 12 produtos, subiu 4,58% em relação a outubro. No mês anterior, o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 337,42. Em novembro de 2014 a cesta básica custou R$ 311,42.



Mesmo com o aumento do valor da cesta, Manaus segue ocupando a 10° colocação dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.

Comportamento dos preços

Na capital amazonense, a cesta básica custou, em novembro, R$ 352,87. Oito produtos apresentaram alta e quatro tiveram queda nos seus preços no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou 4,58% mais cara no mês.

O tomate (20,28%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido da farinha (13,12%), do óleo (7,29%), do açúcar (2,09%), da carne (1,03%), do pão (0,78%), do café (0,67%) e do leite (0,31%). A banana (-2,56%) foi o produto que apresentou a maior queda no mês seguido da manteiga (-1,08%), do feijão (-0,61%) e do arroz (-0,42%).

O preço do tomate aumentou em todas as cidades, com variações entre 7,54%, em Belém e 75,37% em Brasília. Em 12 meses, com exceção de Goiânia (-5,25%) e Fortaleza (-0,90%) – que apresentaram taxas acumuladas negativas, as demais cidades tiveram elevações com destaque para Salvador (115,87%), Natal (77,27%) e João Pessoa (69,71%). Em Manaus a variação acumulada foi de (21,58%).

O tomate é produzido e distribuído regionalmente com raras exceções, entre elas Manaus aonde parte da oferta do produto vem de outras regiões. A seca do Nordeste impactou na produção e diminuiu a oferta. Em Minas Gerais, o calor reduziu a produtividade da safra e as chuvas no Estado de São Paulo prejudicaram a qualidade do fruto.

A farinha de mandioca, pesquisada no Norte e Nordeste, aumentou em todas as cidades, exceto em Salvador (-8,50%). As maiores elevações ocorreram em Manaus (13,12%) e Fortaleza (10,81%). Em 12 meses, as retrações acumuladas ocorreram em Belém (-2,87%), Manaus (-5,37%), João Pessoa (-6,35%) e Salvador (-12,42%). Já as altas foram registradas em Aracaju (0,74%), Natal (2,92%), Recife (2,94%) e Fortaleza (12,99%). Em alguma das cidades pesquisadas, devido às chuvas, houve baixa oferta do produto.

O preço do óleo de soja aumentou em 16 cidades, com taxas que oscilaram entre 1,52%, em Goiânia, e 14,23%, em Salvador. A retração ocorreu em Florianópolis, -1,50% e Belém, -0,29%. Em 12 meses, o valor do produto subiu em todas as capitais, com destaque para Salvador (30,49%), Belo Horizonte (18,68%) e Natal e Vitória (ambas com 17,61%). Em Manaus a elevação foi de (10,31%). Demanda interna aquecida, exportação em alta e desvalorização cambial explicaram a alta de preço da soja e dos derivados.

A banana apresentou em novembro queda pelo segundo mês consecutivo na capital amazonense, o recuo foi de (-2,56%). Apesar desses dois últimos meses de queda, a banana apresenta, no acumulado do ano, alta de (6,02%) e nos últimos 12 meses de (13,09%). Uma maior oferta do produto contribuiu para a redução do preço no mês.

Poder de compra em Manaus

Comparativamente com outubro de 2015, um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em novembro, 48,67% de seu rendimento líquido – R$ 724,96 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária – com a aquisição dos alimentos básicos.

Em outubro, o comprometimento foi de 46,54% de seu rendimento líquido. Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 98 horas e 31 minutos para comprar a cesta básica em novembro. Em outubro a jornada exigida era de 94 horas e 12 minutos. Em novembro de 2014, a jornada exigida foi de 94 horas e 38 minutos.

Em novembro de 2015, o tempo necessário para adquirir os produtos da cesta básica – na média das 18 capitais pesquisadas – foi de 97 horas e 54 minutos, superior ao tempo de trabalho calculado para outubro, de 92 horas e 36 minutos. Em novembro de 2014, a jornada exigida era de 91 horas e 44 minutos.

Custo da alimentação básica

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1.058,61 em novembro. Esse valor equivale a aproximadamente 1,34 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 788,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era ligeiramente inferior e foi de R$ 1.012,26.

O salário mínimo necessário é R$ 3.399,22, com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. No mês anterior, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.210,28, ou 4,07 vezes o piso vigente. Em novembro de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Aumento em todas as cidades

Em novembro, houve aumento do conjunto de bens alimentícios básicos nas 18 capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas ocorreram em Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). O menor aumento foi registrado em Belém (1,23%).

A capital com maior custo da cesta básica foi Porto Alegre (R$ 404,62), seguida de São Paulo (R$ 399,21), Florianópolis (R$ 391,85) e Rio de Janeiro (R$ 385,80). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15).

Variações acumuladas

Em 12 meses, entre dezembro de 2014 e novembro de 2015, as 18 cidades pesquisadas pelo Dieese acumularam alta no preço da cesta. As variações ficaram entre 7,74%, em Belém, e 26,40%, em Salvador. No ano de 2015, todas as capitais apresentaram aumento. Destacam-se as elevações registradas em Salvador (20,69%), Campo Grande (19,55%) e Curitiba (18,81%). As menores variações aconteceram em Belém (5,87%) e Goiânia (6,85%).

*Com informações da assessoria de imprensa


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