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Manaus
HISTÓRIA DA CIDADE

Conheça a história das ruas de Manaus que mudaram de nome com o passar do tempo

Terceira matéria sobre locais antigos que mudaram de nomenclatura retrata uma cidade que tinha locais por outros nomes 10/09/2017 às 15:50
Show educandos
O bairro de Educandos era chamado de "Cidade Alta" ou "Alto" / Foto: Reprodução/Internet
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Na terceira e última reportagem da série sobre locais antigos de Manaus que mudaram de nome, vamos abordar, entre outras denominações, também áreas até hoje tradicionais que se confundem com as nomenclaturas oficiais.

Comecemos pelo mais que centenário bairro de Educandos, que era conhecido antigamente como “Cidade Alta” e também por “Alto” por estar localizado numa área de geografia um pouco elevada para os padrões de uma Manaus que tinha poucas localidades. Seu nome provém da Lei nº 60, de 21 de agosto de 1856, com a criação do Educandos Artífices, um modelo avançado de educação profissionalizante de então.

Hoje conhecida como bairro de Adrianópolis, a Vila Municipal era um local bucólico, com igarapés de águas cristalinas, muitas árvores frutíferas e onde se localizavam as diversas chácaras de algumas das famílias mais abastadas da cidade.

Das palhas

“Cidade das Palhas” era como se denominava o antigo bairro do Alvorada, que começou a ser habitado no início da década de 1970. Como as residências eram de madeira e cobertas de palhas, pois os moradores eram pessoas muito carentes, ficou conhecido como Cidade das Palhas.

Alguns locais levavam o nome de moradores, caso do “Buraco do Pinto”, localizado na rua Ramos Ferreira, estendendo-se até a rua Major Gabriel, hoje área do Prosamim. Recebeu esta denominação em face de um dos moradores mais antigos, chamado Pinto. “Todos quando se referiam ao local, falavam: ‘Lá naquele buraco, onde mora o seu Pinto! Ai ficou Buraco do Pinto’”, explica o pedagogo e historiador Almir Barros Carlos.

No antigo “Campo Grande”, entre as ruas Comendador Clementino e Japurá, o historiador tem laços afetivos: “Neste local funcionou por muitos anos o conhecido e tradicional Restaurante Canto da Alvorada do senhor Álvaro Neves e hoje, funciona a Construtora Capital. Neste local, existia um Campo de Futebol, de grande extensão e onde o time do Rio Branco do Gorgonha e do João Carlos, meu pai, faziam seus jogos pelo Campeonato Amazonense de Futebol Amador”, disse o especialista Almir Barros Carlos.

Ponte da Bolívia

Até hoje existe a “Ponte da Bolívia”, na AM-010, limite da Zona Urbana da cidade, próximo à barreira (Posto da Polícia Militar). No local passa o igarapé da Bolívia, que é afluente do Tarumã.

“Foi o igarapé mais frequentado pelas famílias manauaras até final dos anos 60 e meado de 1970. Com suas águas limpas e geladas, era o balneário preferido dos amantes da natureza. Uma pena ter sido poluído, principalmente pela Lixeira Municipal ali instalada pelo Poder Público”, comentou o historiador amazonense.

Ferros de engomar

Dois dos locais com nomes mais curiosos eram os “Ferro de Engomar. Um deles existia na Silva Ramos/Joaquim Nabuco, em frente a Sede do América Futebol Clube, dos irmãos Teixeira. Funcionou por muitos anos como botequim, mas hoje está fechado. Outro local com a mesma denominação, localiza-se na Tapajós/Japurá/Silva Ramos, onde faleceu em acidente de trânsito o jornalista Mendes Amazonas.

Bombeamento

Bombeamento era chamada a Estação de tratamento de Águas, conhecida como Ponta do Ismael, na confluência dos Bairros de Santo Antonio e Compensa, na Zona Oeste da cidade.
O local era conhecido por esse nome ser o Ponto de Captação de águas, destinadas ao uso pela população da cidade.

Beco do Macêdo

O que é hoje o bairro Nossa Senhora das Graças surgiu com a denominação de Beco do Macêdo ou Bairro da Preguiça, por se tratar apenas de um beco, que iniciava na entrada do Seringal Mirim, na avenida Djalma Batista e, que tinha um cidadão popular, de nome “Seu Macêdo”.

Frase

Manaus é, infelizmente, uma cidade sem memória” 

Almir Barros Carlos, pedagogo, historiador autor do livro “Manaus que eu vi e vivi”, sobre locais da Manaus antiga, que será lançado brevemente

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