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Das 37 mortes do fim de semana sangrento, 12 estão esclarecidas e 20 pessoas foram presas

As investigações apontam que as mortes foram praticadas por pelo menos quatro grupos de criminosos que, pelas quantidades de tiros que fizeram contra as vítimas, demonstraram estar com o desejo de matar 01/09/2015 às 21:30
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Dentre os homicídios do final de semana sangrento, no mês de julho, Erivelton Santos da Costa foi assassinado com dez tiros dentro de sua própria residência
Joana Queiroz Manaus (AM)

O secretário de segurança pública Sérgio Fontes anunciou ontem que pelo menos 20 suspeitos de autoria dos 37 crimes ocorridos na chacina ocorrida na segunda quinzena do mês de julho estão presos e 12 estão com a autoria conhecida e que os demais são investigado pela força tarefa, que tem a participação da Polícia Civil, Militar, Federal com o acompanhamento do Ministério Público Estadual (MP-AM). “Desde que aconteceram as mortes estamos trabalhando, e as investigações estão bem avançadas” disse Fontes.

De acordo com Fontes, das 37 mortes, 33 foram classificadas como homicídios, três latrocínios e um encontro de cadáver. Até ontem (2), foram presos nove pessoas envolvidas no na morte do sargento da Polícia Militar Afonso Camacho, que teria motivada algumas das demais mortes; três no latrocínio do vigilante Luzivan Gonçalves dos Santos, 33, durante uma troca de tiros nas dependências no Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizado na avenida Rodrigo Otávio, bairro Petrópolis, Zona Sul.

De acordo com o secretário, o crime do vigilante começou a ser investigado pelo 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), porém a autoria foi descoberta pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF). Eles estavam entre os nove homens que integravam uma quadrilha especializada em praticar assaltos na cidade e na área rural de Manaus, dos quais seis deles foram identificados pela polícia como sendo os que assaltaram funcionários e clientes do Amazônia Golf Resort, na rodovia AM-010 (que liga Manaus a Rio Preto da Eva), no dia 8 deste mês.

O secretário disse que os demais foram presos durante ações de outras delegacias. No 8º DIP foi preso um dos suspeitos identificado como “Wesley” e  conhecido como “Vela”.  Jadson dos Santos Soares, 18, o “Deco”, Antônio Maria da Silva Junior, 27, e um adolescente de 15 anos, irmão de Deco, foram presos no dia 19 do mês passado e confessaram ter assassinado Joeliton da Silva Pessoa, 21. Antônio confessou que ficou responsável, junto com o adolescente, de atrair a vítima para a rua Jesus de Nazaré, no Novo Israel, Zona Norte, para que Deco pudesse matar Joeliton, na manhã do último dia 18 de julho.

Sérgio Fontes prometeu que os outros são alvo das investigações da força tarefa e da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). “Mas o grosso esta sendo investigado por uma investigação sensível e especial. O que eu posso dizer é que a polícia está trabalhando e o resultado virá em breve”, prometeu o secretário.

As vítimas da chacina eram jovens que estavam em via pública, próximas de suas casas conversando com amigos e vizinhos quando chegaram os assassinos e atiraram contra eles.

Polícia fez operação na Portelinha

A líder da comunidade Portelinha, em Iranduba, Maria das Dores Salvador Priante, a “Dora”, executada com 12 tiros e o corpo encontrado no dia seguinte no ramal Santa Luzia, no km 52 da rodovia AM-070, próximo ao município de Manacapuru tem como suspeito da autoria Adson Dias da Silva, o “Pinguelão”.

De acordo com o secretário Pinguelão responde a 11 procedimentos na Justiça de Iranduba entre eles ameaça de morte e porte ilegal de armas.  O delegado informou que semanas antes do crime a polícia realizou uma operação no local e prendeu o pai e o irmão de Pinguelão por porte de arma.

Na opinião do delegado, a prisão pode ter irritado o suspeito que decidiu pela morte de Dora. Fontes informou ainda que chegou a oferecer proteção à vítima por meio do Programa de Proteção a Testemunhas (Provita), mas ela não aceitou.

Grupos de criminosos

As investigações feitas pela polícia identificou que as mortes foram praticadas por pelo menos quatro grupos de criminosos que, pelas quantidades de tiros que fizeram contra as vítimas, demonstraram estar com o desejo de matar. A polícia admitiu que das pessoas assassinadas, 20 deles não possuíam passagem pela polícia e não respondiam processos na Justiça.

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