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Manaus
PREVENÇÃO

Debate e panfletagem marcam encerramento da campanha 'Setembro Amarelo' na capital

Campanha orientou sobre a prevenção ao suicídio com ações no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro 30/09/2017 às 11:46
Show setembro
Campanha realizou diversas ações em várias partes da capital (Foto: Márcio Silva)
Rebeca Mota Manaus (AM)

O encerramento da campanha Setembro Amarelo que orienta sobre a prevenção ao suicídio ocorreu neste sábado (30) com um debate 'Todos pela vida', além de panfletagem no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus.

Ao longo do mês de setembro ocorreram várias atividades como palestras, debates, caminhadas e simpósios que foram realizadas em vários locais da cidade como em universidades para que as pessoas cuidem melhor das emoções antes que se desenvolvam em doenças.

A psicóloga Luziane Vitoriano, que faz parte da diretoria executiva do Núcleo de Apoio a Vida Manaus (Navima), conta que ficou feliz por empresas, universidades e profissionais da área de saúde terem se envolvido na ação.

"A Andrade Gutierrez, Susam, Fametro, Ufam, Unip, Nilton Lins se envolveram para abraçar essa causa  e percebemos que isso foi só o começo. Começamos em 2015 e vamos continuar orientando as pessoas, não vai permanecer apenas neste mês",  promete.

Números

Dados levantados pela Navima junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) mostram que, de janeiro a agosto deste ano, 37 pessoas colocaram um fim em suas histórias só na capital amazonense. De acordo com dados do Ministério da Saúde, Manaus é a 9ª capital com o maior número de suicídios no País.

A gestora da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), Luciana Diederich, avaliou a campanha como muito positiva e destaca a importância de conscientizar todo o tipo de pessoa.

"Quanto mais se falar sobre o assunto que não se restrinja apenas ao mês de setembro,  mas que seja diariamente discutido nos postos de saúde, principalmente assuntos relacionados a saúde mental, pois não necessariamente a pessoa que comete suicídio  é uma pessoa que tem distúrbio mental, mas que no decorrer da vida passou um momento que lhe deixou muito triste, temos que entender o suicídio como fenômeno coletivo e não apenas individual, então vamos continuar promovendo este acolhimento", enfatiza Luciana.

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