Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
MUDANÇAS SUSPENSAS

Governo do Amazonas cancela mudanças na Escola Estadual Tiradentes

Decisão foi tomada por Wilson Lima pouco antes da Justiça do Amazonas ter decidido também proibir as mudanças na escola. Segundo o governador, novas mudanças não acontecerão caso pais e comunidades não forem ouvidos



ESCOLA_TIRADENTES_2_1_66cae_E330AA39-E9F0-4F0E-BCF9-DFB937799B9B.jpg Foto: Divulgação
15/01/2020 às 16:52

O Governador do Amazonas, Wilson Lima, determinou nesta quarta-feira (15), o cancelamento das mudanças na estrutura curricular e de alunos da Escola Estadual Tiradentes, localizada no bairro Petrópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. Por meio de áudio endereçado ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Airton Norte, Lima explicou que as mudanças que estavam sendo realizadas pela Secretaria de Educação e Desporto (Seduc) estavam sofrendo bastante críticas dos pais de alunos, e que, portanto, não poderiam seguir adiante. A decisão do governador aconteceu pouco antes de a Justiça do Amazonas também proibir qualquer mudanças na escola. 

"Qualquer decisão que o Governo tome, é preciso que os pais sejam ouvidos, pois a decisão da comunidade e a dos pais é a que prevalece. Vamos conversar com os moradores e voltar atrás dessa decisão [das mudanças] até encontrarmos um meio termo. Portanto, não mexe na estrutura que já estava funcionando na Escola Tiradentes para não prejudicar a paz e os alunos", disse o governador por meio do áudio.



A mudança de regime de ensino na Escola Tiradentes ocorreria após o Governo do Amazonas, por meio da Seduc-AM, decidir que deixaria de pagar o aluguel de um prédio utilizado por estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar 1, e que a transferência dos estudantes seria para a unidade de ensino Tiradentes.

Após uma série de protestos liderada por pais e estudantes, ficou decidido então que a estrutura da escola não será mexida. Uma posterior decisão da Justiça do Amazonas, já na tarde de hoje, também proibiu mudanças na escola. Assinada pela juíza titular da Vara da Infância de Juventude, Rebeca Mendonça de Lima, a decisão determinou que a Seduc mantenha a Escola Estadual Tiradentes nos mesmos moldes dos anos anteriores, mantendo os alunos que estudaram na instituição no ano de 2019, garantindo vagas a eles para o ano letivo de 2020, que começa no mês de fevereiro.

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Na decisão, a magistrada considerou que "o remanejamento de todos os alunos e profissionais do Colégio Estadual Tiradentes apenas para privilegiar alunos do Colégio da Polícia Militar fere claramente a Constituição Federal em seus direitos mais básicos". E continua dizendo que "cabe ao Estado resolver tal situação sem prejudicar outros alunos da rede pública de ensino", citando que a medida anunciada pela Seduc foi para abrigar alunso do colégio da PM uma vez que o prédio em que a instituição funcionava teve seu aluguel não renovado.

Os comunitários já convocaram uma nova reunião a ser realizada nesta quinta-feira, dia 16, a partir das 19h, no salão paroquial da igreja católica São Pedro Apóstolo, situada na rua Coronel Ferreira de Araújo, sem número, no bairro Petrópolis, mesma região onde fica a escola Tiradentes.

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