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Manaus
INCÊNDIO

Defensoria aponta que 32 famílias da invasão Buritizal Verde ficaram sem abrigos

Caso ocorreu na última terça-feira (30) e afetou mais de 500 pessoas que viviam no local. Segundo o órgão, Defesa Civil e prefeitura já foram acionados. Inquérito foi aberto para apurar autoria do incêndio 02/06/2017 às 19:00
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Medo e tensão ainda predominam na comunidade destruída pelo incêndio (Foto: Winnetou Almeida)
acrítica.com Manaus (AM)

Levantamento da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) aponta que 32 famílias da ocupação irregular Buritizal Verde, na Zona Norte de Manaus, tiveram seus casebres destruídos pelo incêndio que ocorreu no local, no último dia 30 de maio, e estão em situação de risco social. Segundo o levantamento, as famílias perderam tudo o que tinham, inclusive documentos pessoais. Nesta sexta-feira (2) o defensor público titular da Especializada em Atendimentos de Interesses Coletivos (DPEAIC), Carlos Almeida Filho, esteve na comunidade para averiguar a situação e constatou que ainda predomina o medo e a tensão.

Moradores do local acusam policiais militares de terem causado o incêndio e de estarem intimidando a comunidade. Durante a visita, o defensor público conversou com policiais militares que estavam no local e eles afirmaram que estão “apenas monitorando a situação”.

A tensão entre a polícia e os moradores da ocupação começou quando as forças de segurança do Estado localizaram o corpo do policial militar Paulo Sérgio Portilho, enterrado no local. Horas depois da localização do corpo, teve início um incêndio que destruiu vários casebres da ocupação.

De acordo com o relatório feito pelo setor psicossocial da Defensoria Pública, após o incêndio, 214 adultos e 300 crianças que perderam seus casebres estão morando em igrejas ou em casas de parentes porque não têm para onde ir.

“Ficou claro que estas pessoas estão desassistidas aqui, por isso agora que o relatório social nos aponta dados mais específicos nós já expedimos ofícios para Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social e Ouvidoria do Município para que eles possam vir aqui e emitir a segunda via dos documentos deles. Infelizmente estas ocupações irregulares se proliferam pela ausência de políticas públicas que sejam eficientes e que garantam moradia para os cidadãos”, comentou o defensor público.

Inquérito

O delegado-geral da Polícia Civil, Frederico Mendes, afirmou na quarta-feira (31) que um inquérito será aberto para investigar a autoria do incêndio. Na ocasião, ele destacou que ainda é prematuro apontar culpados. "Todas informações vão ser checadas. Seria prematuro demais apontar culpados. Vamos apurar toda essa situação de forma séria. Mas é bom ressaltar que naquele invasão existem pessoas envolvidas com o narcotráfico", disse ele na ocasião. 

O delegado ainda acrescenta que a área onde aconteceu o incêndio é "extremamente perigosa". "O inquérito policial deve apresentar a autoria. Se o incêndio tiver sido criminoso, vamos apurar. O DIP da área será responsável por isso", revelou.

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