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Manaus
ZONA NORTE

Defensoria Pública constata ‘visualmente’ problemas estruturais no Viver Melhor 4

A inspeção contou com a presença de técnicos da Caixa Econômica e da Direcional Engenharia, além da Defensoria Pública do Amazonas 09/12/2017 às 11:39
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Defensor Carlos Alberto e técnicos durante fiscalização no Viver Melhor 4. Foto: Winnetou Almeida
Kelly Melo Manaus (AM)

A Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC) realizou uma inspeção no conjunto residencial Viver Melhor 4, no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte, na manhã deste sábado (9), e constatou ‘visualmente’ a existência de diversos problemas estruturais, além de cobranças abusivas nas contas de água e energia.

O defensor público Carlos Alberto Almeida Filho,  titular da (DPEAIC), não descarta a possibilidade de entrar com mais uma ação coletiva contra o Estado devido a esses problemas. A inspeção contou com a presença de técnicos da Caixa Econômica e da Direcional Engenharia.

A visita foi motivada após a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), onde os moradores expuseram os problemas enfrentados há mais de três anos.

Além de infiltrações nos apartamentos, os moradores também reclamam da fragilidade dos revestimentos das paredes, falta de áreas de lazer, dificuldade de acesso ao condomínio, inexistência do “Habite-se”, e contas abusivas de água e energia.

“Nós estamos abandonados aqui. Construíram as pressas e colocaram a gente aqui dentro sem ter condições. Até o piso do apartamento tivemos que refazer porque quando eles entregaram, estava só no cimento. Nós estamos lutando há muito tempo e, finalmente, parece que as coisas vão começar a mudar”, declarou Ronimar Pinheiro, 38, técnico em Radiologia.

Para Carlos Alberto, os problemas do Viver Melhor 4 não são muito diferentes dos mesmos encontrados em outros residenciais como as duas primeiras etapas do Viver Melhor. Ele classificou a situação como complexa e não descarta a possibilidade de ajuizar uma ação coletiva contra o Estado.

“Posteriormente nós vamos organizar uma reunião técnica ou uma assembleia mais ampla, com audiência pública, ou uma ação judicial. Mas tudo vai depender das condições que encontrarmos nesses apartamentos”, afirmou o defensor.

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