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Defensoria decide reaplicar provas de concurso público para defensor

No dia do certame, envelopes de quatro salas da Faculdade Fametro chegaram às salas abertos, sem o lacre. Decisão foi tomada hoje e novo calendário será elaborado 27/04/2018 às 14:11 - Atualizado em 27/04/2018 às 14:13
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Defensor geral levou os envelopes para perícia um dia após a prova (Foto: A Crítica)
acritica.com Manaus

O Conselho Superior da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) decidiu reaplicar a prova objetiva do concurso para defensor. A reunião aconteceu na sede da DPE-AM, na manhã desta sexta-feira, 27, e após apreciação de relatório feito por uma das conselheiras houve a votação que culminou com cinco votos a dois pela reaplicação da prova. Durante a votação todos os conselheiros deixaram claro não acreditar em existência de fraude. 

A decisão foi tomada por conta dos envelopes de provas terem chegado abertos a quatro salas da Faculdade Metropolitana de Manaus, onde as provas foram aplicadas.  As provas para os outros cargos oferecidos no concurso não serão reaplicadas pois não houve o mesmo problema registrado. 

A reunião teve a presença de representante da comissão organizadora do concurso, composta por defensores públicos; de representantes da Fundação Carlos Chagas (FCC), instituição contratada para elaborar, aplicar e corrigir as provas, e por um representante do candidato que está participando do certame.

“Desde o primeiro momento, quando houve o incidente, tivemos total interesse que tudo fosse apurado com absoluta transparência. Com o resultado da perícia em mãos e após o relatório de uma das nossas conselheiras optamos por refazer a prova e assim elaborar novo cronograma para dar prosseguimento a este concurso”, afirmou o defensor público geral, Rafael Barbosa.

Um dia após a aplicação das provas, a própria FCC sustentou que não houve fraude, mesmo com o incidente.  No mesmo dia, o Ministério Público de Contas (MPC) pediu a suspensão do certame, alegando que o fato fragilizou a confiabilidade do certame.

Ele explicou que os 25 novos defensores que serão nomeados após a conclusão de todo o processo vão ocupar os polos da DPE-AM que serão instalados no interior do Estado. “Nossa meta é que o novo cronograma seja elaborado o mais breve possível para darmos prosseguimento ao nosso planejamento de ter mais defensores para ampliar o atendimento à população dos municípios amazonenses”.

Rafael afirmou que a direção da Fundação Carlos Chagas será oficialmente comunicada da decisão do Conselho Superior e deverá elaborar novo cronograma para ser submetido a apreciação da DPE-AM. A partir disso as novas datas serão divulgadas.

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