Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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ASSISTÊNCIA

DPE emite ofícios e solicita documentos para vítimas de incêndio no Educandos

Ofícios para cartórios ou para a corregedoria do TJAM para emissão de uma nova via de registros de nascimento e carteira de identidade são as principais solicitações dos moradores


19/12/2018 às 16:27

Mais de 200 pessoas vítimas do incêndio ocorrido no bairro de Educandos e que perderam os documentos de registro civil foram atendidas nesta quarta-feira (19), no ônibus do programa Defensoria Itinerante, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). Vários defensores se revezaram no atendimento às vítimas no ônibus do programa levado a um local próximo da área do incêndio e que continuará amanhã, no horário de 8h às 15h, informou a defensora Juliana Lopes, coordenadora do programa.

Ofícios para cartórios ou para a corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para emissão de uma nova via de registros de nascimento e carteira de identidade são as principais solicitações dos moradores, como o senhor Marízio Ferreira da Silva, 62. “Eu pensei que o fogo não fosse chegar na minha casa, que era de alvenaria, mas perdi tudo e todos os documentos”, afirmou ele, que mora com dois filhos. “Eu pensei que as labaredas não fossem pegar minha casa, que era de alvenaria, mas queimou tudo”, lamentou.

Separado há muitos anos da mulher, Marízio criou sozinho os filhos agora já adultos e foi orientado pela defensora Juliana Lopes a procurar uma unidade da Defensoria para solicitar a separação litigiosa, porque a ex-mulher, ainda que tenha saído de casa há muitos anos, não aceita lhe dar o divórcio.

Outra que também saiu sem conseguir salvar nada em casa foi Silvana Lima dos Santos, 34, casada, mãe de três filhos. Para ela, as cenas vistas nunca mais serão esquecidas, principalmente pelo tempo curto para se salvar. “Mas graças a Deus deu tempo se tirar meus filhos”, argumentou ela, que foi atendida com ofícios para solicitar a segunda via dos documentos dela e dos filhos.

Evaldo de Souza Silveira, 37, perdeu a casa e com ela, o comércio que mantinha para sobreviver. Morador há cinco anos do local, agora não sabe o que vai fazer da vida. “Não tenho nem onde dormir”, afirmou ele, dizendo ter pago para dormir numa casa próxima do local.

Dona Isabel Pereira da Silva, 60, já contou várias vezes para os parentes, ao telefone, o drama vivido no local do incêndio. “Não dava para respirar, por isso não tinha como a gente tentar salvar muita coisa”, revelou a dona de casa, que não imaginava o tamanho do poder do fogo. “É rápido, não tinha como combater, pois até os bombeiros não chegavam lá ou estavam com borrachas furadas demais”, lamentou.

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