Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
Manaus

Defesa Civil começa levantamento das áreas com risco de alagamento com cheia do Rio Negro

A Semasdh também acompanha o trabalho para que, em caso de necessidade, possa atender famílias por meio do aluguel social



1.jpg O nível do rio nesta sexta-feira (30) era de 23,40cm, ou seja, dez centímetros acima do mesmo dia do ano passado
31/01/2015 às 11:47

A Defesa Civil de Manaus começou a fazer o levantamento de áreas atingidas historicamente pela cheia do Rio Negro. Segundo dados do Porto de Manaus, que faz a medição diariamente da subida do rio, o nível nesta sexta-feira (30) era de 23,40cm, ou seja, dez centímetros acima do mesmo dia do ano passado.

Nesta semana, agentes da Defesa Civil de Manaus percorreram 11 bairros, fazendo o levantamento da subida do rio e da aproximação da água nas casas que podem ser atingidas no nível máximo da cheia. Todos os lugares foram fotografados e, a partir de agora, serão monitorados para evitar o contato dos moradores com a água. 

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) também acompanha o trabalho para que, em caso de necessidade, possa atender famílias por meio do aluguel social, benefício garantido pela Lei Municipal nº 1.666/2012.

Segundo o diretor operacional da Defesa Civil de Manaus, engenheiro Cláudio Belém, um fator relevante para o início dos trabalhos de prevenção é a cheia do rio Madeira, que, apesar de não passar por Manaus, já coloca o órgão em alerta . O rio apresenta, neste ano, um dos maiores inícios de cheia, a exemplo do ano passado.

“Como o rio Madeira apresenta cota acima do normal, o que reflete em Manaus, estamos nos antecipando, visitando as áreas e conversando com as comunidades para que possamos fazer um plano de contingência de prevenção e reduzir o impacto da subida do rio em lugares que alagam” explicou, acrescentando que reuniões já estão ocorrendo entre a Defesa Civil e outros órgãos para a elaboração do plano de contigência.

“Estamos conversando com o órgãos e outras estruturas que têm ligação e atuação direta ou indireta com a cheia dos rios, como o Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus) e a Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), ambos do Governo do Estado, para analisarmos como está o andamento da retirada das famílias dessas áreas. É a partir dessas informações que vamos ter noção de com quantas famílias vamos trabalhar”, disse o engenheiro.

Bairros como São Jorge, Aparecida, Centro, Presidente Vargas, Betânia, Educandos, Raiz, Mauazinho, Tarumã, Colônia Santo Antônio e Glória são os mais afetados, mas o impacto real da cheia deste ano só será emitido no primeiro alerta do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no mês de março.


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