Sábado, 25 de Maio de 2019
MEDIDA

Defesa Civil inicia segunda etapa da Operação Cheia 2019 pelo bairro da Betânia

Objetivo é identificar as famílias das áreas passíveis de inundação/alagação e atualizar o banco de dados do “SOS Enchente”



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Foto: Divulgação
09/04/2019 às 12:22

As áreas de risco do bairro Betânia, na Zona Sul, foram as primeiras a receber as ações, nesta manhã, da segunda etapa da Operação Cheia 2019, que consiste na identificação das famílias residentes nas áreas passíveis de inundação/alagação para a atualização do banco de dados do “SOS Enchente”.

As ações da Operação Cheia 2019 tiveram início, ainda no mês de janeiro, com medidas de planejamento e as vistorias de monitoramento dos bairros passíveis de alagação/inundação, por conta do fenômeno. De acordo com o Departamento de Operação da Defesa Civil Municipal, outros 14 bairros integram o monitoramento que está sendo realizado: Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara.

De acordo com a secretária municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Conceição Sampaio, nesta terça-feira a visita envolve os bairros Betânia e São Jorge (este último na Zona Oeste da cidade).

“Estamos entrando nas casas, conversando com as famílias e fazendo o cadastro delas. Caso  tenhamos a subida das águas atingindo acima de 29 metros, aí sim, com a decretação de Emergência pelo prefeito Artur Neto, passaremos a fazer toda a assistência para elas, com o Auxílio-Aluguel, por exemplo, a questão dos alimentos e os benefícios sócio-assistenciais. Nestes próximos sete dias estaremos visitando todas essas áreas da cidade de Manaus e atingindo mais de 2.500 famílias, número que pode aumentar ou diminuir. Mas teremos um diagnóstico preciso no final desta semana”, disse a titular da Semasc.

Para moradores de área de risco como o casal Beatriz Alfaia de Souza, 26, dona de casa, e Marcos de Paulo Rodrigues de Lucena, 22, a vinda do poder público ao local é a esperança de dias melhores. Ambos residem na rua do Aterro, na própria Betânia, uma área de alagados e onde a locomoção só é feita a partir de pisos de tábuas de madeira desgastadas construídas sobre o igarapé.

“Morar aqui é complicado, e só estamos neste local por necessidade”, disse ela, que a exemplo do marido, é evangélica de uma congregação da própria área.  “Nossa situação é complicada, irmão. Não temos emprego e vivemos da obra de Deus; Ele nos abençoa”, conta ele, que já sofreu acidentes. “Já caí aqui uma vez, por causa desse piso de madeira. Mas não me feri. Graças a Deus”, sorri ele, tentando manter a esperança.

Além da Defesa Civil Municipal, as secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), de Meio Ambiente (Semmas), Saúde (Semsa), Educação (Semed), Limpeza Urbana (Semulsp), Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), a Guarda Municipal e a Polícia Ambiental do Amazonas participam da ação.


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