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Defesa de Marcelaine nega tentativa de homicídio e apresenta nova versão para o crime

Segundo Jonilson Maia Pereira, a socialite contratou Charles Mac Donalds para cobrar uma dívida e não para matar a estudante de direito Denise Almeida  13/01/2015 às 11:23
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Advogado de Marcelaine apresentou nova versão para o crime
perla soares ---

Os advogados de Marcelaine Santos Schumann e Charles Mac Donald's Castelo  Branco apresentaram uma nova versão para a tentativa de homicídio contra a estudante de direito Denise Almeida, que foi baleada no dia 12 de novembro, no estacionamento da academia Cheik Club, no Centro da cidade.

De acordo como o advogado Jonilson Maia Pereira, o cliente dele (Charles Mac Donald's) não foi contratado por Marcelaine para matar ou aleijar Denise, mas sim para cobrar de Marcos Souto uma dívida de um cheque no valor de 40 mil reais. "Mac Donald não sabia do caso de Marcos com Marcelaine e nem do caso com a Denise. Apenas foi até a academia para cobrar o Marcos e não para matar ninguém", afirmou.

Ainda de acordo com Jonílson, no dia do crime, estavam juntos na academia esperando Marcos Souto aparecer Rafael Leal dos Santos, de 25 anos, conhecido como "Salsicha", e Mac Donald. Ambos sabiam que Marcos frequentava o estacionamento da academia, pois, de acordo com o advogado, eles já tinham estudado antes os lugares que Marcos frequentava. Como Souto não tinha aparecido, Mac Donald resolveu ir embora e "Salsicha" ficou no local.


Advogados apresentaram nova versão para o caso

"Depois de algum tempo, o Salsicha ligou para o Mac Donald informando que tinha feito "merda" (sic). Ele (salsicha) disse que quando Denise entrou no carro dela, achou que o Marcos Souto estava junto, bateu no vidro, foi quando Denise se assustou e ligou o carro. Ele ficou desesperado achando que Denise ia pegar um revólver e efetuou os disparos contra ela", relatou Jonílson.

O advogado de Marcelaine, José Bezerra de Araújo, confirma a existência de uma dívida entre Marcos e Marcelaine, e que cheque é verdadeiro. "Quem passou essas informações foi a Marcelaine. Ela chamou Charles para cobrar um cheque no valor de 40 mil reais e afirmou que passaria uma comissão para o Charles, caso ele recebesse o dinheiro de Marcos", afirmou.

O advogado de Marcelaine ainda não informou se a cliente dele ainda não foi ouvida. José Araújo informou ainda que sua cliente se encontra na penitenciária, sem receber visitas. Somente uma irmã dela que chegou de fora do País e que o seu marido ainda não foi visitá-la. 

Resumo do caso

Denise Almeida foi baleada, na manhã de quarta-feira (12 de novembro), no estacionamento da academia Cheik Club, situada na Avenida Getúlio Vargas, esquina com a Rua Ramos Ferreira, Centro de Manaus. De acordo com a Polícia Militar, o circuito de câmeras internas, Rafael Leal dos Santos, de 25 anos, conhecido como "Salsicha", efetuou dois disparos contra o pescoço da vítima.

De acordo com as investigações, Marcelaine Santos Schumann, a "Elaine", foi a mandante do assassinato, tudo isso, supostamente, movido pelo ciúme do seu amante. "Salsicha" foi preso na casa do avô na cidade de Anori, a 234 km de Manaus. Salsicha teria recebido R$ 3.500 pelo crime.

Após ser preso, ele teria confessado a tentativa de homicídio e apontado a participação de outras três pessoas no crime: Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, de 27 anos, que teria negociado o crime com a mandante, e Karen Arevalo Marques, de 22 anos, que intermediou o aluguel da arma usada no crime. Ela e Charles foram presos na Rua Miratinga, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.

Após investigações, a Polícia Civil concluiu, por meio das câmeras de segurança do local, que Rafael visitou o local diversas vezes antes de cometer o crime. Ele disparou três vezes contra Denise. Dois tiros atingiram a universitária. Ela foi levada para o Hospital 28 de Agosto, e depois foi transferida para uma unidade de saúde particular da capital. A mulher recebeu alta dois dias após o crime.

Marcelaine viajou para os Estados Unidos, e quando voltou para o Brasil foi presa no aeroporto Eduardo Gomes pela Polícia Federal e levada para o Centro de Detenção Provisório Feminino, localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174 (estrada que liga Manaus a Boa Vista, em Roraima). Elaine teve a prisão preventiva decretada pelo juiz da 3ª Vara do tribunal do Júri, Mauro Antony por arquitetar a morte da empresária Denise.

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