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Defesa de PMs diz que policiais praticaram extorsão mas nega a autoria de sequestro

Advogado sustenta que Marinaldo foi levado por outras pessoas e que os policiais foram contratados pela família da vítima para localizá-lo, porém decidiram simular que estavam com a vítima e exigiram o resgate 18/02/2016 às 17:32
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Policiais foram transferidos na tarde de ontem (18)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Os cabos da Polícia Militar Watson Nascimento e Cleber Lima foram transferidos nesta quarta-feira (17) para a Companhia de Guarda, no bairro Monte das Oliveiras, onde vão ficar presos à disposição da Justiça.

Eles foram presos em flagrante na manhã de terça-feira (16), por investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), quando recebiam R$ R$ 35 mil como parte do pagamento de resgate do técnico em refrigeração, Marinaldo Franco de Araújo Filho, 42, que está desaparecido há 28 dias.

O delegado adjunto da DEHS, Luis Rocha, disse que pelo menos quatro policiais militares participaram do crime, além de Watson e Cleber, ainda há dois que já foram identificados e que ele irá representar pela prisão preventiva deles. O delegado não revelou os nomes dizendo que as investigações ainda estão em andamento.

Watson e Cleber, os dois PMS presos até o momento

Informações não oficiais contam que os suspeitos são os militares identificados pelos nomes de guerra “Amaral” e “Delman”. A representação pela preventiva foi dada entrada no plantão judiciário por volta das 14h e foi analisada pela juíza plantonista Andrea Jane, que preferiu não comentar dizendo que está sob sigilo de justiça e pelo promotor Marco Aurélio Lisciotto.

Luiz Rocha informou que Watson e Cleber foram ouvidos em depoimento por mais de duas horas cada um. O delegado não revelou o teor dos depoimentos. Já o advogado de Cleber, Nelson José Oliveira, disse que o cliente garantiu que não participou do sequestro de Marinaldo e que foi chamado para fazer a segurança de uma pessoa que ia receber uma quantia de dinheiro. “Ele disse que emprestou a motocicleta a pedido de uma pessoa que ele não revelou o nome”, disse o advogado.

De acordo com os advogados dos presos, não há crime de sequestro, mas sim de extorsão. Os militares não participaram do sequestro, Marinaldo foi levado por outras pessoas e os policiais foram contratados pela família da vítima para localizá-lo, porém decidiram simular que estavam com a vítima e exigiram o resgate, defenfem.

A  mulher de Marinaldo, a cabeleireira Elizângela da Silva Carvalho não foi encontrada para falar obre o caso. De acordo com os vizinhos, ela deixou a casa onde ela morava com o marido, na antiga rua E, bairro Compensa zona Oeste, desde o dia que ele desapareceu. Para eles, o vizinho era boa pessoa, embora não tivesse muito contato com os vizinhos. “Nós estamos pedindo a Deus que acabe tudo bem”, disse uma vizinha.

De acordo com informações policiais, Marinaldo era procurado pela polícia por envolvimento em assaltos. Ele responde processo na 6ª Vara criminal por roubo majorado. O crime foi praticado por ele e os criminosos Nelson Colares Lima e José Guilherme Raposo.

Polícia tenta achar cativeiro

A Polícia Civil está tentando localizar o cativeiro de Marinaldo e trabalha com a hipótese de que ele ainda esteja vivo. Ele foi levado por dois homens não identificados que o abordaram na Cidade Nova, Zona Norte.

Marinaldo está desaparecido há quase um mês

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