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Manaus
Sem passe

Deficientes ficam sem passe para o transporte coletivo em Manaus

SMTU estuda limitar o uso do passe livre dos deficientes após constatar uso exagerado do direito 13/08/2013 às 08:17
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Segundo a SMTU, houve caso de deficiente que usou o passe mais de 100 vezes
Mariana Lima Manaus

 A Superintendência de Transportes Urbanos (SMTU) estuda uma forma de limitar a quantidade de vezes que os portadores de necessidades especiais  poderão usar, gratuitamente, o transporte coletivo de Manaus. Segundo informou a assessoria de imprensa da secretaria, o estudo se deu após ter sido constatado possíveis irregularidades no uso das carteirinhas por parte deles.

Na última sexta-feira(09) todas as carteiras de acesso usadas por portadores de necessidades especiais  foram bloqueadas. Segundo o presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Amazonas, Cristiano Ferreira, o bloqueio não foi comunicado aos usuários. “Tentamos usar o coletivo e fomos barrados pelos cobradores. Muitos de nós reclamaram porque foram expulsos pelos motoristas que disseram terem sido orientados a não nos deixar passar”, disse Cristiano.

Na segunda-feira(12) pela manhã havia fila na entrada da sede da SMTU, localizado na avenida Torquato Tapajós.  A esportista paraolímpica Elen Silva estava entre os usuários com a carteirinha bloqueada e aguardava explicações. “No domingo fui humilhada por um cobrador, que disse que eu não podia sentar nas cadeiras de deficientes e teria de pagar passagem. Ele me disse que era uma ordem geral das empresas e  nenhum deficiente poderia usar o ônibus sem pagar. Isso é um absurdo porque conhecemos os nossos direitos”, disse Elen.

Ainda com o auxílio de muletas, Juarez Oliveira saía da sala de atendimento do órgão preocupado. Ele disse que foi até o SMTU para realizar o recadastramento quando foi informado pelos colegas das mudanças. “Eu não sabia que estava bloqueada porque não sai na sexta-feira. Quando cheguei aqui me informaram que teríamos no máximo oito passagens por dia. Para mim que moro longe é impossível eu me deslocar a todos os médicos diariamente com esse número mínimo de passagem”.

A assessoria  da SMTU negou que exista um valor máximo para o uso das carteiras de deficiente, mas informou que a secretaria estuda meios legais de se estipular um teto máximo para o uso. Segundo os dados apresentados pela assessoria, técnicos do SMTU constataram que carteiras de deficientes físicos eram usadas mais de cem vezes, o que indicaria fraude no sistema de transporte de deficientes.

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