Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
Manaus

Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos enfrenta problemas em Manaus

Falta de espaço para investigadores da Delegacia compromete trabalhos. Atualmente há pelo menos 300 inquéritos que estão parados



1.gif Policiais da especializada trabalham em um contêiner que fica em meio às carcaças
15/04/2013 às 08:19

Em média, 300 veículos são furtados mensalmente em Manaus, o que corresponde a dez casos por dia, e a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV) não oferece condições para atender a demanda de investigações que precisam ser feitas. Há mais de dois anos ela está funcionando em condições precárias, sem nenhuma condição de trabalho para os servidores e de atendimento ao público que precisa dos serviços.

Por falta de espaço para que os servidores desenvolvam os trabalhos, atualmente há pelo menos 300 inquéritos que foram rebaixados para novas diligências e que estão empilhados em prateleiras, em um contêiner onde funciona parte da delegacia. As demais investigações acontecem de forma lenta. Dos veículos que são furtados e roubados por mês, menos da metade é recuperada.



Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis  (Sinpol), Moacir Maia, a principal reclamação dos investigadores é a falta de espaço.  Há policial que não tem sequer onde sentar para trabalhar e a sala do conforto não existe para eles descansarem. Atualmente, a especializada está funcionando em módulos.

A sala do delegado titular, Jaime Ferreira, fica numa espécie de “puxadinho”, ao lado do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na avenida Nilton Lins, bairro Flores, Zona Centro-Sul. O delegado adjunto André Sena trabalha com um escrivão em um contêiner no  “quintal” do 12º DIP, onde, segundo os investigadores, o acesso é difícil principalmente quando chove, porque se forma um lamaçal.

Além da falta de espaço para trabalhar, os servidores reclamam também do amontoado de carcaças de carros velhos que tomam conta da outra parte do terreno, que acumula vários insetos, principalmente os mosquitos transmissores da dengue, que aproveitam a água da chuva parada nas carcaças para se reproduzirem.

Paciência testada

Já quem vai à especializada à procura de serviços, além de reclamar da falta de espaço, ainda precisa “aguentar” a demora no atendimento. Diferente das outras delegacias da capital, a DERFD não possui uma recepção com cadeiras onde o público pode esperar, sentado, a vez para ser atendido. Muitas pessoas precisam ficar do lado de fora, debaixo de sol ou de chuva, ou amontoados em uma pequena sala climatizada.

Especializada terá nova sede

O delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, reconheceu que o espaço da DERFV é pequeno, mas, segundo ele, a falta de espaço não atrapalha os trabalhos. Rocha informou que  já estão sendo tomadas providências e que a DERFV vai ocupar uma parte de um prédio alugado pelo Governo do Estado no bairro do Coroado, Zona Leste.

A especializada, mais uma vez, vai dividir espaço com outras delegacias, como a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecente (Depre) e a Polinter. A  udança deve acontecer  até o fim do mês.

Os delegados Jaime Ferreira e André Sena preferiram não falar sobre as condições em que estão trabalhando.  O titular disse que não tinha autorização para falar.  Na delegacia, além dos delegados, trabalham seis investigadores com apenas três viaturas funcionando.  Nos domingos e feriados ela funciona  em regime de plantão, mas sem delegados.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.