Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
SONEGAÇÃO

Delegacia Fazendária apura sonegação de impostos de empresas no Amazonas

De dezembro até janeiro, foram instaurados 249 inquéritos policiais para apurar sonegação de impostos estaduais por pessoas jurídicas. Os processos têm valores que variam entre R$ 1 mil e R$ 300 mil



985555_70739F7D-721B-45BE-939A-E84406F8E23D.jpg Foto: Divulgação
11/03/2019 às 10:58

Focada em recuperar ativos e combater fraudes tributárias, a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Fazenda Pública Estadual (DECCFPE), da Polícia Civil do Amazonas, instaurou 249 inquéritos policiais, de dezembro do ano passado até o fim de janeiro deste ano, para apurar sonegação de impostos estaduais por pessoas jurídicas. Os processos em andamento têm valores que variam entre R$ 1 mil e R$ 300 mil.

As investigações dão sequência aos procedimentos administrativos originários do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), composto pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Ministério Público Estadual (MP-AM) e Procuradoria Geral do Estado (PGE). A delegacia integrou o grupo em 7 de dezembro de 2018.



De acordo com o delegado José Ribamar Campello, titular da especializada, a maioria dos inquéritos envolve empresas dos setores de comércio e serviços. Ele explica que o objetivo da notificação não é punir os empresários, e sim conseguir fazer com que os representantes se regularizem, podendo atuar livremente no mercado e gerar emprego e renda no Estado.

Em alguns casos, quando o empresário não comparece à delegacia, ele pode responder por sonegação fiscal e o caso é encaminhado para a Vara da Fazenda Pública Estadual, da Justiça. “Nosso objetivo não é processar e sim fazer com que o empresário pague a dívida e volte a produzir, a empregar. É um trabalho integrado que desenvolvemos na delegacia. Este ano já enviamos 100 procedimentos do Cira para Justiça”, afirmou Campello.

O foco da atuação em conjunto dos órgãos é o combate à sonegação fiscal, lavagem de capital, fraude e quebra de sigilo bancário. “A PGE envia para o Ministério Público os procedimentos com informações dessas empresas devedoras, então o MP encaminha para a delegacia. Cabe a nós notificar o representante desta firma e ouvi-lo em auto de interrogatório. Nós solicitamos que o micro, médio ou grande empresário negocie a dívida. Em torno de 90% deles mostram a vontade de regularizar a situação”, afirmou.

*Com informações da assessoria de imprensa


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