Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
LEGÍTIMA DEFESA

Delegado acredita que médico legista matou vigilante para se defender

Sidney Carvalho, 55, atirou contra a coxa do vigilante Edvaldo de Almeida, 29, após uma briga entre os dois. Caso aconteceu no último sábado (24), a vítima não resistiu ao ferimento



show_POLICIA_CIVIL_03333_6ED15BA0-7755-4D18-AAEB-9111F526F296.jpg Foto: Divulgação
26/08/2019 às 15:58

Preso desde o último sábado (24) suspeito de matar com um tiro na coxa um vigilante no bairro Cidade Nova, o médico legista Sidney Carvalho, 55, disse à Polícia que disparou contra Edvaldo de Almeida, 29, para se defender. O suspeito prestou depoimento já no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), antes de ser transferido para a Delegacia Geral da Polícia Civil, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Após os depoimentos, o delegado do 6º Dip, Jander Mafra, acredita que o caso deva ser tratado como lesão corporal seguida de morte ou até mesmo legítima defesa.



Conforme os depoimentos, que também incluíram a versão de duas testemunhas que estavam no local do crime, na madrugada de sábado, a vítima consumia bebidas alcoólicas com sua esposa e sua cunhada. Ao retornar para casa, Edvaldo chegou a discutir com as duas e, após perder o controle, acabou agredindo a cunhada, momento em que a esposa de Edvaldo ligou para o ex-marido dizendo que a casa estaria sendo assaltada.

Chegando à casa da ex-esposa, o médico Sidney ficou sabendo da agressão por meio da cunhada e teria ido até Edvaldo para conversar. Eles então teriam se desentendido e entrado em luta corporal. Segundo Sidney, o vigilante tentou tomar sua arma e ele, para se defender, disparou na perna de Edvaldo.

Ainda segundo os depoimentos, após o disparo, o médico legista ainda tentou socorrer a vítima e estancar o sangramento e, apesar de ter chamado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o vigilante Edvaldo não resistiu e morreu no local.Após ter se entregado à Polícia, Sidney Carvalho também teve a arma usada no ato apreendida pelos policiais. O inquérito sobre o caso deve ser concluído em até dez dias. Sidney continua detido na Delegacia Geral da Polícia Civil.

 

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Repórter de A CRÍTICA

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